Treinamentos livres na GovLab!

Recebi esse convite e repasso para vocês, para quem tem ou pretende fazer projetos de iniciativas cívicas, eis uma boa oportunidade de treinamento gratuito ofertado pela The GovLab Academy.

Dear colleagues

With the sponsorship of the Knight Foundation, The GovLab Academy is holding a series of free coaching programs <http://govlabacademy.org/coaching-programs.html> for individuals or teams in government and civil society that have projects in specific open government areas and would help to refine/advance/scale them.

The courses that have applications open now are:

Data Analytics for Change <http://govlabacademy.org/data-analytics-for-change-detail.html> – Application due April 10th
Today’s society generates data at an astounding rate. Yet there are challenges to deriving useful and actionable insights from big data. This program will focus on how to design, implement, and evaluate analytics projects so that they consistently deliver measurable, scalable results.

Open Contracting Projects <http://govlabacademy.org/open-contracting-projects-detail.html> – Application due April 10th
This group is designed for those with projects focusing on fully realize the promise of open contracting on all stages and contract types, from more basic contracts for the procurement of goods, to complex contracts, joint venture agreements, licenses and production sharing agreements.

Citizen Engagement Projects <http://govlabacademy.org/citizen-engagement-projects-detail.html> – Application due April 24th
Rightly managed, citizen engagement leads to more effective and legitimate governance actions and decisions. This coaching program is designed to help the leaders of such efforts, especially at the city level, make them more focused and more actionable.

Open Data Driven Decisions for All <http://govlabacademy.org/open-data-data-driven-decisions-for-all-detail.html> – Application due May 1st
Open data refers to the growing practice of making government data freely available, easily machine processable and without any restrictions on reuse. This course is designed for individuals and small organizations (including SMEs) eager to develop open data data-driven decisions.

Please review them to see if one of those areas matches a current challenge you are facing now and have a related project in. If you have any questions, please let me know. And also forward to all your colleagues that you think might be interested!

Regards,

Maria Hermosilla
Research Associate

The Governance Lab
NYU Polytechnic School of Engineering

20 cursos universitários gratuitos

Essa dica peguei da Claudia Gasparini jornalista da Info.

O link para a matéria original é o:
http://info.abril.com.br/noticias/carreira/fotonoticias/20-cursos-online-e-gratuitos-de-universidades-brasileiras.shtml

Tratam-se de 20 cursos/cadeiras/aulas de universidades brasileiras gratuitos para serem assistidos na internet gratuitamente via plataforma Veduca.

1. Economia monetária: moeda e bancos

As aulas fazem parte do curso regular de graduação no departamento de Economia da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), unidade da USP (Universidade de São Paulo). As aulas abrangem temas como as diferenças entre as escolas monetarista e estruturalista, inflação, desemprego, além de analisar as crises econômicas de 1930 e 2008.

Universidade: USP
Professor: João Sayad
Área do conhecimento: Economia
Nº de aulas: 76
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Foto: Reprodução

2. Ciência política: qualidade da democracia

O curso está na grade da pós-graduação do departamento de Ciência Política da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), da USP. O professor destrincha o tema da cultura política com ênfase na análise das instituições democráticas. Sistemas como o presidencialismo e experiência política brasileira estão no programa.

Universidade: USP
Professor: José Álvaro Moisés
Área do conhecimento: História
Nº de aulas: 18
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Foto: Reprodução

3. Engenharia econômica

O professor apresenta as ferramentas tradicionais de engenharia econômica e financeira para que sejam aplicadas na vida profissional dos alunos, seja como analistas ou empreendedores. O curso aborda conceitos de matemática financeira, ferramentas de avaliação de investimentos e estrutura de capital.

Universidade: USP
Professor: Erik Rego
Área do conhecimento: Engenharia
Nº de aulas: 12
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Foto: Reprodução

4. Gestão da inovação

O professor discute o conceito de inovação, bem como possíveis abordagens para gerar e selecionar novas ideias. Inspirado em aulas de engenharia de produção na Escola Politécnica da USP, o curso também analisa a gestão das incertezas e as diferenças entre os processos de inovação incremental e radical.

Universidade: USP
Professor: Mário Sérgio Salerno
Área do conhecimento: Engenharia
Nº de aulas: 11
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Foto: Reprodução

5. Mudança climática global

O curso é ministrado por um professor no Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O foco das aulas é o efeito estufa, da medição da concentração de gás carbônico na atmosfera aos impactos da emissão desses gases para o aumento na temperatura do planeta.

Universidade: Unicamp
Professor: Carlos Henrique de Brito Cruz
Área do conhecimento: Meio ambiente e ciências da Terra
Nº de aulas: 5
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Foto: Reprodução

6. Conceitos básicos de gestão de projetos

O objetivo é apresentar o aluno aos conceitos básicos do tema e apresentá-lo a métodos para gerir escopo, tempo, riscos e incertezas. Feito para a web, o curso é inspirado em aulas do departamento de engenharia de produção da Escola Politécnica da USP.

Universidade: USP
Professores: Marly de Carvalho e Daniel Amaral
Área do conhecimento: Engenharia
Nº de aulas: 12
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Foto: Reprodução

7. Princípios de sustentabilidade e tecnologias portadoras de inovação

O curso é embasado em aulas do departamento de engenharia de produção da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da USP. Entre os assuntos discutidos estão as “pegadas ecológicas”, gestão e avaliação do ciclo de vida e novas tecnologias em energia.

Universidade: USP
Professores: João Fernando Gomes de Oliveira e Aldo Roberto Ometto
Área do conhecimento: Engenharia
Nº de aulas: 12
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Foto: Reprodução

8. Ética

O aluno é apresentado a conceitos básicos de ética e é convidado a refletir sobre as aplicações do tema em seu dia a dia. Ideias de filósofos como Immanuel Kant e Friedrich Nietzsche são usadas como base para discutir exemplos práticos. Um curso sobre o tema também é ministrado presencialmente no departamento de Relações Públicas e Publicidade da ECA (Escola de Comunicações e Artes), da USP.

Universidade: USP
Professor: Clóvis de Barros Filho
Área do conhecimento: Direito
Nº de aulas: 13
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Foto: Reprodução

9. Ciência política

O que é política? Esta é a primeira pergunta feita ao espectador deste curso. As aulas se concentram em temas como teoria dos sistemas, opinião pública, poder constituinte e partidos políticos. As aulas são ministradas por um professor do departamento de Relações Públicas e Publicidade da ECA (Escola de Comunicações e Artes), da USP.

Universidade: USP
Professor: Clóvis de Barros Filho
Área do conhecimento: Política
Nº de aulas: 9
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Foto: Reprodução

10. Liderança, gestão de pessoas e do conhecimento para inovação

Com base em aulas de administração da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), da USP, o curso visa introduzir o aluno à disciplina de gestão de pessoas. O professor analisa temas como estruturação de equipes, gestão de carreira, liderança e processos sucessórios.

Universidade: USP
Professor: Joel Souza Dutra
Área do conhecimento: Administração e negócios
Nº de aulas: 12
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Foto: Reprodução

11. Gestão do desenvolvimento de produtos e serviços

O objetivo das aulas é mostrar as melhores práticas e ferramentas para gerar inovação. Conceitos básicos sobre desenvolvimento de produtos e serviços e planejamento de projetos estão no programa. O curso é ministrado por um professor do departamento de engenharia de produção da EESC (Escola de Engenharia de São Carlos), da USP.

Universidade: USP
Professor: Henrique Rozenfeld
Área do conhecimento: Engenharia
Nº de aulas: 11
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Foto: Reprodução

12. Fundamentos de administração

O objetivo é apresentar ao aluno os conceitos básicos e as principais escolas de administração, além de abordar as funções do gestor dentro de uma empresa. A base, aqui, são aulas de administração da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), da USP.

Universidade: USP
Professor: Hélio Janny Teixeira
Área do conhecimento: Administração e negócios
Nº de aulas: 18
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Foto: Reprodução

13. Instrumentos de política e sistemas de gestão ambiental

Feito para a internet, o curso é inspirado em aulas do departamento de hidráulica e saneamento da EESC (Escola de Engenharia de São Carlos), da USP. O objetivo é apresentar o estudante à discussão sobre política e gestão do meio ambiente, inclusive dentro das empresas. Entre outros temas, são discutidos os fundamentos e procedimentos da avaliação de impacto ambiental.

Universidade: USP
Professor: Marcelo Montaño
Área do conhecimento: Meio ambiente e ciências da Terra
Nº de aulas: 7
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Foto: Reprodução

14. Produção mais limpa (P+L) e ecologia industrial

Neste curso, o aluno é apresentado à definição do conceito de P+L (Produção Mais Limpa), bem como ao roteiro para a sua aplicação e seus indicadores de desempenho numa empresa. O responsável pelo curso é professor de gestão ambiental da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades), unidade da USP.

Universidade: USP
Professor: Sérgio Almeida Pacca
Área do conhecimento: Meio ambiente e ciências da Terra
Nº de aulas: 6
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Foto: Reprodução

15. Bioenergética

O vídeo foi gravado em aulas dadas no Instituto de Ciências Biológicas da UnB (Universidade de Brasília). O professor traz uma introdução à bioenergética, analisando o uso da palavra “energia” no estudo da célula. Central para a compreensão do metabolismo celular, a definição de fluxo de energia também faz parte da programação.

Universidade: UnB
Professor: Fernando Fortes de Valencia
Área do conhecimento: Biologia
Nº de aulas: 15
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Foto: Reprodução

16. Cálculo I

As aulas fazem parte do curso regular de graduação no departamento de matemática do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp. Entre outros temas, o professor aborda a criação de funções e as regras de cálculo de limite.

Universidade: Unicamp
Professor: Renato Pedrosa
Área do conhecimento: Matemática e estatística
Nº de aulas: 55
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Foto: Reprodução

17. Cálculo III

A professora apresenta assuntos como equações separáveis, métodos de substituição, fórmula de Abel e equações não-homogêneas. O curso é oferecido a turmas de graduação no departamento de matemática do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp.

Universidade: Unicamp
Professor: Ketty A. de Rezende
Área do conhecimento: Matemática e estatística
Nº de aulas: 55
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Foto: Reprodução

18. Probabilidade e estatística

O aluno é apresentado ao conceito de probabilidade e seus teoremas. Conforme o curso avança, ele tem contato com temas como estatística descritiva e aprende técnicas como a análise de variância. O curso é o resultado de uma parceria da Escola Politécnica da USP com a Fundação Vanzolini.

Universidade: USP
Professores: Melvin Cymbalista & André Leme Fleury
Área do conhecimento: Matemática e estatística
Nº de aulas: 20
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Foto: Reprodução

19. Física básica

O curso traz uma breve introdução às derivadas e integrais, bem como aplicações das leis de Newton e conceitos de trabalho e energia. O professor responsável pelo curso dá aulas no Departamento de Física e Ciência dos Materiais do IF (Instituto de Física), da USP.

Universidade: USP
Professor: Vanderlei Salvador Bagnato
Área do conhecimento: Física
Nº de aulas: 25
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Foto: Reprodução

20. Física geral I

Força e movimento, energia cinética, energia potencial e colisões são alguns dos assuntos abordados neste curso introdutório. As aulas são dadas presencialmente para a graduação no Instituto de Física Gleb Wataghin, da Unicamp.

Universidade: Unicamp
Professor: Luiz Marco Brescansin
Área do conhecimento: Física
Nº de aulas: 26
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Tudo muda quando lemos

Vou sugerir que ler ficção, que ler por prazer, é uma das coisas mais importantes que alguém pode fazer.

E a segunda coisa que a ficção faz é construir empatia. Quando você assiste TV ou vê um filme, você está olhando para coisas acontecendo a outras pessoas. Ficção de prosa é algo que você constrói a partir de 26 letras e um punhado de sinais de pontuação, e você, você sozinho, usando a sua imaginação, cria um mundo e o povoa e olha através dos olhos de outros. Você sente coisas, visita lugares e mundos que você jamais conheceria de outro modo. Você aprende que qualquer outra pessoa lá fora é um eu, também. Você está sendo outra pessoa e quando você volta ao seu próprio mundo, você estará levemente transformado.

Empatia é uma ferramenta para tornar pessoas em grupos, que nos permite que funcionemos como mais do que indivíduos obcecados consigo mesmos.

Uma vez perguntaram a Albert Einstein como ele poderia tornar nossas crianças inteligentes. A resposta dele foi simples e sábia. “Se você quer que crianças sejam inteligentes”, ele disse, “leiam contos de fadas para elas. Se você quer que elas sejam mais inteligentes, leia mais contos de fadas para elas”. Ele entendeu o valor da leitura e da imaginação. Eu espero que possamos dar às nossas crianças um mundo no qual elas possam ler, e que leiam para elas, e imaginar e compreender.

Temos a obrigação de ler em voz alta para nossas crianças. De ler pra elas coisas que elas gostem. De ler pra elas histórias das quais já estamos cansados. Fazer as vozes, fazer com que seja interessante e não parar de ler pra elas apenas porque elas já aprenderam a ler sozinhas. Use o tempo de leitura em voz alta para um momento de aproximação, como um tempo onde não se fique checando o telefone, quando as distrações do mundo são postas de lado.

Eu não acho que exista algo como um livro ruim para crianças. Vez e outra se torna moda entre alguns adultos escolher um subconjunto de livros para crianças, um gênero, talvez, ou um autor e declará-los livros ruins, livros que as crianças devem parar de ler. Eu já vi isso acontecer repetidamente. Quadrinhos tem sido acusados de promover o analfabetismo.

É tosco. É arrogante e é burro. Não existem autores ruins para crianças, que as crianças gostem e querem ler e buscar, porque cada criança é diferente. Eles podem encontrar as histórias que precisam, e eles levam a si mesmos nas histórias. Uma ideia banal e desgastada não é banal nem desgastada para eles. Esta é a primeira vez que a criança a encontrou. Não desencoraje uma criança de ler porque você acha que o que eles estão lendo é errado. A ficção que você não gosta é uma rota para outros livros que você pode preferir. E nem todo mundo tem o mesmo gosto que você.

Alfabetização é mais importante do que nunca, nesse mundo de mensagens e e-mail, um mundo de informação escrita. Precisamos ler e escrever, precisamos de cidadãos globais que possam ler confortavelmente, compreender o que estão lendo, entender as nuances e se fazer entender.

A informação tem valor, e a informação certa tem um enorme valor. Por toda a história humana, nós vivemos em escassez de informação e ter a informação desejada era sempre importante, e sempre valia alguma coisa: quando plantar sementes, onde achar as coisas, mapas e histórias e estórias – eles eram sempre bons para uma refeição e companhia. Informação era uma coisa valorosa, e aqueles que a tinham ou podiam obtê-la podiam cobrar por este serviço.

Nós escritores – e especialmente escritores para crianças, mas todos os escritores – temos uma obrigação com nossos leitores: é a obrigação de escrever coisas verdadeiras, especialmente importantes quando estamos criando contos de pessoas que não existem em lugares que nunca existiram – entender que a verdade não está no que acontece mas no que ela nos diz sobre quem somos. A ficção é a mentira que diz a verdade, afinal. Temos a obrigação de não entediar nossos leitores, mas fazê-los sentir a necessidade de virar as páginas. Uma das melhores curas para um leitor relutante, afinal, é uma estória que eles não são capazes de parar de ler. E enquanto nós precisamos contar a nossos leitores coisas verdadeiras e dar a ele armas e dar a eles armaduras e passar a eles qualquer sabedoria que recolhemos em nossa curta estadia nesse mundo verde, nós temos a obrigação de não pregar, não ensinar, não forçar mensagens e morais pré-digeridas goela abaixo em nossos leitores como pássaros adultos alimentando seus bebês com vermes pré-mastigados; e nós temos a obrigação de nunca, em nenhuma circunstância, escrever nada para crianças que nós mesmos não gostaríamos de ler.

Todos nós – adultos e crianças, escritores e leitores – temos a obrigação de sonhar acordado. Temos a obrigação de imaginar. É fácil fingir que ninguém pode mudar coisa alguma, que estamos num mundo no qual a sociedade é enorme e que o indivíduo é menos que nada: um átomo numa parede, um grão de arroz num arrozal. Mas a verdade é que indivíduos mudam o seu próprio mundo de novo e de novo, indivíduos fazem o futuro e eles fazem isso porque imaginam que as coisas podem ser diferentes.

Temos a obrigação de dizer aos nossos políticos o que queremos, votar contra políticos ou quaisquer partidos que não compreendem o valor da leitura na criação de cidadãos decentes, que não querem agir para preservar e proteger o conhecimento e encorajar a alfabetização. Esta não é uma questão de partidos políticos. Esta é uma questão de humanidade em comum.

Fragmentos da palestra de Neil Gaiman(não seguem a ordem que foram pronunciados) para a Reading Agency, realizada dia 14 de outubro de 2013 no Barbican em Londres.

Communist Philosophy

Seems the Department of Information Services (Ministry of Propaganda) was out in the field, taking the Revolution to the people: explaining the fundamentals of Socialism to the populace to bolster popularity.

A member of the Department was out talking to a farmer in Siberia…

Official: So you see, comrade, that is the way Marx explained: From each according to his abilities, to each according to his needs. You understand?

Farmer: (confused) No…

Official: OK. It’s like this: Say a comrade has two cows. We take one cow from him and give it to comrade that has no cow. This is the

Revolution. You see?

Farmer: Yes, this is good!!

Official: And if a comrade has two tractors, we take one of his tractors and give to man who has no tractors. OK?

Farmer: YES! YES! This is VERY good!

Official: And if a comrade has two chickens, we give one chicken to man who has no chickens. Ok?

Farmer: No! This is not good!

Official: Why?

Farmer: I have two chickens!

Retirado do ótimo Aprendendo Inglês, tem sempre uma boa história por lá, vale a pena acompanhar o site ou assinar a lista para aprender e manter seu vocabulário de inglês em dia.

Ao ler lembrei de escrever

Nos últimos três dias acordei cedo, antes das cinco da madruga e veio aquela vontade de ler ao amanhecer, minha mãe fala que é herança do Vô Zé Chagas, um autodidata que não foi à escola mas adorava acordar na madrugada para ler, escrever e estudar com o dia raiando, aquele sim tinha memória privilegiada sabia de cor poemas, sonetos, causos, piadas e até fórmulas matemáticas, escrevia suas próprias poesias e reminiscências. Afinal, na sua época não precisava encher a cabeça com a ruma de desinformação das redes sociais digitais. Mantive esse costume dele de ler cedinho há alguns anos entre “1990 e 2009” — outro dia um vizinho me perguntou o porquê de depois da virada do milênio ninguém mais falar os anos em décadas, como quando nos referimos aos anos 56, 68, 70, 88 ou 94 por exemplo, acho que é por estarmos ainda na segunda década dos anos 2000, talvez o armazenamento e acesso a tantos dados nos nossos dispositivos eletrônicos, talvez por causa do bug do milênio, sinceramente não sei bem o porquê mas a parafernália eletrônica que afeta quase tudo na vida deve ter mexido com nosso jeitinho preguiçoso também, óbvio que falar “90 a 09” era muito mais fácil, mas deixa para outra hora esse devaneio — falando em , que lembra velhice e que também me lembra que o Seu Zé Chagas não via vantagem alguma em ficar velho, ao levantar cedo na sexta finalizei mais um livro, o 13º do ano, justamente um de crônicas, esses benditos textos que bolinaram meu saudosismo por reescrever aqui nesse espaço, como uma coisa puxa a outra lembrei de uma outra crônica do João Ubaldo, outro que não gostava da velhice e dizia que o compadre Jorge Amado gostava menos ainda(se é para listar meio mundo, deixo registrado que a Mamãe e seus irmãos trouxeram no sangue essa peleja do e eu do mesmo modo não me animo com o desfecho da vida), que li outro dia e o título é “Alegrias da Velhice”. Nela o Sr. Ubaldo deslancha um pouco do seu bom humor sobre o assunto, no meio do texto narra um episódio em que foi descer alguns degraus e um comboio de garotas correram para “ajudar-lhe”, apenas mais uma coisa chata que as pessoas fazem com os velhos e que ele satiriza no final com um “A velhice não está na mente, está nas juntas”.

Exercitemos as duas então, ok?!
– Leia, escreva e faça exercícios físicos. #ficadica #momentoautoajuda

A diferença da maioria das minhas melhores leituras esse ano é o fato de que as fiz no Kindle, o leitor de livros digitais mais conhecido do mercado, e-reader como dizem os gringos, que te faz desapegar do livro físico, é verdade, acredite! Aliás, essa história de que gosta de pegar, de cheirar, de sentir o volume, é tudo maluquice, o que vale é a leitura, né??? o.0. #desapegue

Não estou fazendo propaganda paga, apenas um elogio, uma avaliação positiva, gratuita mesmo, coisa bem difícil de achar espontaneamente na web, lugar onde as negativas pululam e que tenho muitas ressalvas quando vou pesquisar reviews e feedbacks de produtos, porém discorrerei o assunto quando falar a respeito do presente que a Gabriela Bagriela, minha filha, pediu de presente de natal em outro texto.

O modelo que escolhi é o Kindle PaperWhite que já vem com iluminação gradual embutida, posso ler no escuro e a noite na cama sem incomodar madame Lindona, madrugada passada ela despertou um pouco depois de um choramingo da Marina Morena, minha outra filha, a caçula, me olhou assustada e perguntou no melhor estilo cearense: – Ainvai está é lendo? Virou para o lado e continuou a dormir, sem implicar nem um tiquinho, só por isso o Kindle já teria sido a minha melhor compra em 2014. Mas não é só por isso…

Kindle PaperWhite melhor compra que fiz em 2014.

Kindle PaperWhite melhor compra que fiz em 2014.

A facilidade de levar comigo todos os livros, de organizar em coleções, dos destaques, marcações e anotações, da acessibilidade, são outras qualidades relevantes no meu leitor digital. A Amazon, fabricante do Kindle, soube realmente sintetizar todas as boas práticas de um livro físico comum numa biblioteca digital de bolso, tenho todos os meus títulos digitais do meu lado, lidos e não lidos, num único volume super portátil e tranquilo de ler até mesmo sob o sol, já que ao contrário das telas de tablets e de smartphones é possível ler como se fosse em papel, sem reflexo. Outra coisa boa é o foco na leitura, a função primordial e pensada para ele é a de um livro, então você não tem interrupções “internáuticas”, mesmo que ele esteja conectado a rede e tenha vindo com um navegador experimental rudimentar, essa possibilidade de usá-lo como tablet não existe, nem pense nisso.

Definitivamente a última cartada e a fisgada fatal aos combatentes do papel saiu essa semana quando o Kindle Unlimeted foi lançado no Brasil, uma espécie de NetFlix dos livros, que como no de vídeos, você tem acesso a todo o conteúdo de leitura digital da Amazon, são milhares de livros a um clique, aliás não é preciso que você tenha um Kindle, apesar de eu achar um desperdício não tê-lo, para participar dessa fartura literária, basta uma conta na Amazon e por R$ 19,90 mensais você pode de qualquer dispositivo conectado a internet desfrutar dessa festa.

– Aproveita que estão dando o primeiro mês de graça para você testar. #ficadica

É isso, estou de volta a escrita e principalmente a leitura. Inté!

Limpando a memória cache

Quando você inicia seu computador tudo flui normalmente, os aplicativos são acessados rapidamente, mas com o passar do tempo e o abrir e fechar de programas seu sistema operacional vai ficando lento, isso acontece porque seu computador vai armazenando dados em sua memória cache durante o uso, esse recurso teoricamente é para que os programas já acessados durante o dia sejam abertos mais rapidamente da próxima vez em que você solicitar seu uso, o grande problema é que muitas vezes isso compromete o sistema e a abertura de novos programas, muitos usuários decidem então reiniciar o sistema para melhorar novamente sua performance ou ficam sofrendo com a lentidão.

Reiniciar é um recurso válido, mas sofrível, na verdade o que a maioria dos usuários de PC’s(até de servidores) não sabe é que não é preciso reiniciar o sistema para resetar sua memória cache, no Mac é até indicado o boot mas também há opção do comando $purge no terminal, apesar do OS X levantar rápido o uso do cache de novo. Vamos aos comando para Windows e Linux:

1. No LinuxEssa dica é bastante útil para servidores

No terminal use os seguintes comandos:

# echo 3 > /proc/sys/vm/drop_caches

# sysctl -w vm.drop_caches=3

2. No Windows Serve para todas as versões

Crie um novo atalho na sua área de trabalho, basta clicar com o direito em algum lugar da sua área de trabalho e clicar em Novo > Atalho

Com a janela do atalho aberta cole esse caminho: %windir%\system32\rundll32.exe advapi32.dll,ProcessIdleTasks

Dê um nome para o seu atalho e seja feliz, basta clicar nele sempre que desejar resetar a memória cache.

3. No Mac OS x

Como dito no segundo parágrafo do post, normalmente a melhor coisa a fazer é realmente reiniciar seu Mac ou comprar mais memória ;)
Porém pode-se usar o seguinte comando no terminal:

$purge

Não acredite naqueles softwares que prometem gerenciar e liberar a memória do seu mac, o que eles fazem é justamente usar o $purge ou limpar algumas bobagens do seu dock ou algo do tipo.

Slow Science

Artigo de Thomaz Wood Jr.

Agora, da terra do resistente Asterix, nos chega uma nova onda do slow movement: a slow science. Seus arautos condenam a cultura da pressa e do imediatismo que invadiu, nos últimos anos, as universidades e outras instituições de pesquisa. A fast science, segundo os rebeldes franceses, busca a quantidade acima da qualidade. Aprisionados pela lógica do “produtivismo” acadêmico, os pesquisadores tornam-se operários de uma linha insana de montagem. E quem não se mostrar agitado e sobrecarregado, imerso em inúmeros projetos e atividades, será prontamente cunhado de improdutivo, apático ou preguiçoso.

Os cientistas signatários da slow science entendem que o mundo da ciência sofre de uma doença grave, vítima da ideologia da competição selvagem e da produtividade a todo preço. A praga cruza os campos científicos e as fronteiras nacionais. O resultado é o distanciamento crescente dos valores fundamentais da ciência: o rigor, a honestidade, a humildade diante do conhecimento, a busca paciente da verdade.

A “mcdonaldização” da ciência produz cada vez mais artigos científicos, atingindo volumes muito além da capacidade de leitura e assimilação dos mais dedicados especialistas. Muitos trabalhos são publicados, engrossam as estatísticas oficiais e os currículos de seus autores, porém poucos são lidos e raros são, de fato, utilizados na construção da ciência.

Os defensores da slow science acreditam que é possível resistir à fast science. Sonham com a possibilidade de reservar ao menos metade de seu tempo para a atividade de pesquisa; de livrarem-se, vez por outra, das demandantes atividades de ensino e das tenebrosas atividades administrativas; de privilegiar a qualidade em detrimento da quantidade de publicações; e de preservar algum tempo para os amigos, a família, o lazer e o ócio.

A eventual chegada da onda da slow science aos trópicos deve ser observada com atenção. Por aqui, cruzará com a tentativa de fomentar a fast science. Entre nós, o objetivo de aumentar a produção de conhecimento levou à criação de uma slow bureau-cracy, que avalia e controla o aparato científico. A implantação gradativa da lógica fast, com seus indicadores e suas métricas, pretende definir rumos, estabelecer metas, ativar as competências criativas da comunidade científica local e contribuir para a construção do futuro da augusta nação. Boas intenções!

Os efeitos colaterais, entretanto, são consideráveis. A lógica fast está condicionando os cientistas operários a comportamentos peculiares. Sob as ordens de seus capatazes acadêmicos ou por iniciativa própria, eles estão reciclando conteúdos para aumentar suas publicações; incluindo, em seus trabalhos, como autores, colegas que pouco ou nada contribuíram; e assinando, sem inibição, artigos de seus alunos, aos quais eles pouco acrescentaram. Tudo em prol da melhoria de seus indicadores de produção.

Enquanto as antigas gerações vão se adaptando, aos trancos e barrancos, ao modo fast, as novas gerações de pesquisadores já são formadas sob os princípios da nova doutrina. Aqui, como ao norte, vão adotando o lema da fast science: publish or perish (publique ou desapareça). E, se o objetivo é publicar, vale tudo, ou quase tudo. Para onde vão os cientistas e a ciência? O destino não é conhecido, mas eles estão indo cada vez mais rápido.

Mente Inconsciente

Em 1880, Josef Breuer, médico vienense especializados em transtornos psiquiátricos, recebeu uma paciente a que se referiu apenas como Anna O., para manter a confidencialidade entre médico e paciente. Ela sofria do que na época se chamava “histeria”, um conjunto de transtornos psicossomáticos – em seu caso, na maior parte paralisia esporádica – e outros problemas emocionais. O tratamento de Breuer usava a hipnose e, ás vezes, apenas conversas. Sua idéia era que hipnotizar o paciente e deixá-lo falar sobre sentimentos e fantasias – falar livremente, sem nenhum tipo de censura – expunha um nível de pensamento e sentimento que a consciência normalmente não alcançava. Quando verbalizados, estes pensamentos, imagens e idéias “inconscientes” ficavam ao alcance da consciência e podiam ser discutidos. O processo desta discussão costumava melhorar o estado do paciente e às vezes aliava drasticamente os sintomas “histéricos” psicossomáticos.

Beurer conheceu um colega mais jovem, Sigmund Freud, que sistematizou a noção de inconsciente e criou a toria mental mais influente dos tempos modernos: a psicanálise.

Ciência a Jato, Alan Axelrod

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil

Lançada em 2001, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, da Fundação Pró-Livro, é o mais completo painel sobre os hábitos de leitura da população brasileira. A divulgação dos números, coletados pelo IBOPE Inteligência em 2011, dá mostras do cenário nada favorável que o país precisa enfrentar para vencer barreiras há muito arraigadas. Os entrevistadores classificam como leitores aqueles que leram ao menos um livro nos três meses anteriores à coleta dos dados. Há nesse recorte uma queda de 9,1% comparando-se os números de 2011 com os de 2007, de 95,6 milhões para 88,2 milhões de leitores, que correspondem a 50% da população brasileira com cinco anos ou mais – 178 milhões. E em relação às obras lidas a curva também é decrescente – de 2,4 em 2007 para 1, 8 livros lidos em 2011.

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil II

A substituição do tempo destinado à leitura por diversos outros hábitos, como televisão, assistir a filmes em DVD e navegar em computadores por diversão ajuda a explicar os números coligidos. Ao mesmo tempo, o desinteresse da população está bastante presente na pesquisa, como bem atesta a baixa penetração das bibliotecas na disseminação do hábito de ler. Três em cada quatro brasileiros nunca pôs os pés numa biblioteca, mesmo que em quase sua totalidade admitam ter fácil acesso a equipamentos culturais do gênero. O que de certa forma ajuda a corroborar outro dado, o que identifica os que têm o hábito de ler em seu tempo livre. Comparando-se os números de 2011 com os de 2007, a queda é de 8% – apenas 24% dos entrevistados afirmam dedicar-se a leitura como forma de lazer.

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil III

Surpreende também o recorte regional. A região Sul, que historicamente apresenta estatísticas educacionais superiores a média nacional, é a que possui a menor porcentagem de leitores em relação ao total da população – apenas 43%. Por outro, o Centro-Oeste e o Nordeste são as únicas regiões que superam a média, com 53% e 51%, respectivamente. Em relação a faixas etárias, há um declínio na média de livros lidos dos 5 aos 17 anos comparando-se 2011 a 2007. Segundo o IBOPE dois fatores ajudam a explicar os números – o aumento da expectativa de vida e a redução de brasileiros em idade escolar. O que, por outro lado, reforça a dificuldade de termos no país uma massa de leitores independentes ao ambiente acadêmico – apenas 21% dos entrevistados lê livros diariamente.

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil IV

Os números coletados tornam oportunas as reflexões que rompam com antigas ideias sobre a questão da leitura no país. Mais do que uma questão de acesso (físico ou econômico), estamos diante de uma questão de hábitos, que antes mesmo de desenvolvidos vêm sendo substituídos por novas formas de lazer. O valiosíssimo banco de horas livres dos brasileiros tem sido utilizado pela maior parte da população em atividades apartadas da leitura. Como convencer esse leitor em potencial não só da importância, mas principalmente do prazer que os livros podem nos proporcionar, talvez seja um dos mais complexos projetos do país para os próximos anos.

José Godoy é escritor e editor. Mestre em teoria literária pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), colabora com diversos veículos, como a revista “Legado”, da qual é colunista, e os jornais “Valor Econômico” e “O Globo”. Desde 2006, apresenta o programa “Fim de Expediente”, junto com Dan Stulbach e Luiz Gustavo Medina. O blog do programa está no portal G1.

Quando um homem deve usar brinco

Um dia, no escritório de contabilidade, um homem reparou que o seu colega, muito conservador, estava usando um brinco.

– Não sabia que você gostava desse tipo de coisas – comentou.

– Não é nada de especial, é só um brinco – replicou o colega.

– Há quanto tempo você o usa?

– Desde que a minha mulher o encontrou, no meu carro, na semana passada e eu disse que era meu…

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