A Frase de Badaró

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Posted on : 31-03-2009 | By : Mário Aragão | In : Brasil, Citações, Cultura, Política

J.M. de Macedo – “Ano Biográfico”, vol. III, pág. 48.

Italiano, embora, de nascimento, Libero Badaró sente-se, ao chegar ao Brasil, atraído pela grande luta que então se travava pela nacionalização do Império nascente. Arrebatado por uma das torrentes de paixões, funda, com outros, em S. Paulo, o Observador Constitucional, que exerce, de pronto, enérgica influência sobre a opinião pública.

Na noite de 30 de novembro de 1830 sai Badaró da residência de um amigo quando, na esquina, é assaltado por dois indivíduos embuçados, os quais o alvejam com tiros de pistolas. Ferido gravemente, é levado para casa. Cercam-no amigos, discípulos, companheiros. Querem operá-lo, mas ele opõe-se. Médico, sabe que o ferimento é de morte.

Aproxima-se a agonia. Badaró ergue-se, então, em um dos cotovelos, e exclama, como iluminado:

- Morre um liberal, mas não morre a liberdade!

Ferrããão!

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Posted on : 15-03-2009 | By : Mário Aragão | In : Aqui no Ceará, Futebol

Essa Charge merece novamente pintar por aqui.
Ferrão

Ferrão 4 x 1 Ceará

Rápidas Lembranças: Sadam

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Posted on : 09-03-2009 | By : Mário Aragão | In : Diarinho

Estava aqui apertando a bolinha contra tendinite e lembrei do cachorro que ganhei em 1991 do meuTio Maurício. Era um filhote de Pastor Alemão, Capa Preta, tinha 45 dias, veio de Brasília, com pedigre e tudo mais. Lindão. O grande problema é que já vinha com um nome no registro: Faraó. Porém, não me agradava nenhum pouco criar meu filhote como Faraó, comecei então a busca por um nome melhor, mas depois de muita reluta do meu tio para que não mudássemos o nome do bichinho, não teve jeito, a alcunha de Sadam foi adotada, motivada pelos conflitos da época e talvez por pura birra do meu pai com o meu tio que era simpatizante do Kuwait. Na verdade gostei do nome, na minha opinião, soava melhor.

Sadam foi o cachorro que eu vi crescer mais rápido lá em casa, robusto, manso, esperto e brincalhão, foi criado solto pela casa, sem amarras, o que causava o maior ciúmes no cachorro mais velho do meu pai, o Dragão um vira-latas, valente, usado como cão de guarda, que tinha lá seus 10, 11 anos na época e que só ficava solto a noite. Sadam com 4 meses já alcançava a altura do Dragão e como todo filhote fazia o maior auê com o coroa vira-latas, que nem lhe dava bola.

Sadam logo que chegou, ainda pequeninho, adotou uma bola amarela minha como seu brinquedo predileto e se queria que me obedecesse bastava que estivesse com ela na mão para ele não sair do meu pé, engraçado que nunca precisei ensiná-lo a trazer a bola de volta quando arremessada, ele começou a fazer institivamente, depois que foi crescendo eu gostava de me aventurar pelas imediações da cidade em sua companhia, bastava pegar a bola onde ela estivesse, quase sempre ficava lá jogada onde dormia, levá-la comigo e chamá-lo. Pronto, sua atenção dificilmente era desviada, onde eu fosse iria comigo, estava sempre esperando que jogasse a bola. Virou meu companheiro e de meus amigos nas aventuras pré-adolescentes cotidianas nas imediações daquela pequena cidade. Tinhámos a sensação de segurança ao lado do nosso Pastor imponente, com porte de cão de guarda e cabeça de filhote. Foram muitas aventuras e desbravadas com meu companheiro e companheiros.

Nossa alegria durou pouco mais de um ano, certa noite de 1992, Sadam foi envenenado e definhou por alguns dias, fraco foi atacado por muitas mazelas e não resistiu. Meu tio, como não podia deixar de ser, soltou a dele: “- Mas também com um nome desses, só podia acabar envenenado.” #humornegro #saudades

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