Durante a Segunda Guerra Mundial, o matemático britânico Alan Turing fez parte de uma equipe dedicada a decifrar o principal código militar alemão, o chamado código Enigma. Para decifrá-lo, Turing usou, em parte, um conceito que criara pouco antes da guerra, em 1936. Chamava-se “máquina de Turingâ€, mas não era nada mecânico nem elétrico. Em vez disso, era uma “experiência de pensamentoâ€, um modelo idealizado. Turing imaginou uma máquina que consistia em um tira infinita de papel na qual um tipo de “cabeça de gravação†podia ler e escrever informações. A cabeça tinha um mecanismo de controle passÃvel de modificações que podia armazenar ordens de um conjunto finito de instruções – ou seja, um “programaâ€. Segundo a concepção de Turing, a tira era dividida em quadrados, cada um dos quais estava vazio ou trazia um dos sÃmbolos de um conjunto finito. A cabeça de gravação podia mover-se até um dos quadrados e lê-lo, escrever nele ou apagá-lo, e no mesmo instante mudar de um “estado interno” a outro, dependendo do estado interno da máquina e das condições do quadrado sob exame num momento dado. Quando a máquina interrompia o processo de examinar, escrever e apagar, o resultado seria a solução à pergunta matemática que tinha lhe sido apresentada.
A tecnologia para concretizar uma versão prática da máquina de Turing não existia em 1936, mas Turing deixou instruções para isso quando se tornasse disponÃvel. o que ele fez foi tão somente delinear a base teórica da informática.

Representação artÃstica de uma máquina de Turing
Não é difÃcil simular uma máquina de Turing num computador moderno (exceptuando pela quantidade de memória limitada existente nos computadores actuais).
É também possÃvel construir uma máquina de Turing com base puramente mecânica. O matemático Karl Scherer construiu essa máquina em 1986 usando conjuntos de contrução de metal, plástico e alguma madeira. A máquina, com 1,5 m de altura, usa puxões de fios para ler, movimentar e escrever informação, a qual é, por sua vez, representada por rolamentos.
A máquina encontra-se atualmente em exibição na entrada do Departamento de Ciência de Computadores da Universidade de Heidelberg, na Alemanha.
É também possÃvel, usando algumas centenas de espelhos, construir uma máquina de Turing óptica na sua própria casa usando o mapa da ferradura de Smale. Este é baseado num trabalho do matemático estado-unidense Stephen Smale.
Fontes: Livro Ciência a Jato, de Alan Axelrod, e Wikipédia
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