Sempre que falam em Dalits na novela Caminho das Índias, da Globo, vem a minha cabeça uma comparação dos de lá com os de cá.
Os Intocáveis:



Só que os daqui são ricos, mas como na crença de lá, os de cá são nefastos… de verdade.
Sempre que falam em Dalits na novela Caminho das Índias, da Globo, vem a minha cabeça uma comparação dos de lá com os de cá.
Os Intocáveis:



Só que os daqui são ricos, mas como na crença de lá, os de cá são nefastos… de verdade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje em Porto Alegre, no 10 Fórum Internacional Software Livre – fisl10 – que no governo dele é proibido proibir. A frase de Lula foi uma referência ao projeto de lei do senador Eduardo Azeredo, que propõe vigilância na Internet. O presidente foi ovacionado pelos milhares de participantes em sua primeira visita ao fisl, que mostraram uma faixa a ele, pedindo que vete a lei Azeredo. Sem afirmar que vai vetá-la, mas sinalizando que se trata de censura na Internet, Lula disse que antes o projeto precisa passar pelo Congresso.
O presidente chegou acompanhado da Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, do reitor da PUCRS, Joaquim Clotet, ministros e vários parlamentares, e foi recebido pelo coordenador-geral do fisl10, Marcelo Branco. Após passar pelo que considerou “um corredor polonês”, quando visitou a exposição e a área destinada aos grupos de usuários, onde distribuiu autógrafos, abraços e pousou para fotos, Lula falou para um grupo de aproximadamente 300 pessoas, num dos auditórios do evento.
Antes do pronunciamento do presidente, falaram Marcelo Branco e a ministra Dilma. Branco afirmou que “a revolução que estamos vivenciamos não é apenas tecnológica. É uma verdadeira mudança de atitude nas pessoas. O conhecimento não está mais apenas concentrado dentro das grandes corporações, visto que pode ser acessado de qualquer lugar pela Internet”.
Muito aplaudida pelo público, a ministra Dilma Rousseff ressaltou em seu discurso os investimentos do governo federal em tecnologias livres. Segundo ela, mais de R$ 370 milhões foram economizados com a implantação de softwares que não exigem o pagamento de licenças. Ressaltou, ainda, que este dinheiro gera investimentos em importantes ações sociais.”As semelhanças que nos unem são muito maiores do que as diferenças. Estamos voltando a afirmar que um outro mundo é possível. E ele está sendo construído, aqui, por vocês”, afirmou.
Sobre o Blog do Planalto, a ministra Dilma informou se tratar de uma moderna ferramenta que se adapta a uma nova realidade. “No Brasil, existem cerca de um mihão de blogs, produzidos por jovens com menos de 25 anos. É com este público que queremos dialogar”, explicou.
Carismático, o presidente Lula divertiu o público, com suas habituais metáforas. “Agora que o prato está pronto, é fácil comer. Mas, elaborar este prato não foi brincadeira”, disse, referindo-se à idealização da cultura do software livre. “Foi quando decidimos se iríamos para a cozinha preparar o nosso prato, com nossos próprios temperos, ou iríamos comer o prato que a Microsoft queria que a gente comesse, que decidimos pela liberdade”, frisou, recebendo empolgados aplausos.
Para o presidente, o software livre proporciona aos brasileiros a oportunidade da inovação, respeitando a criatividade e a particularidade do povo. “Estamos descobrindo que ninguém é melhor do que nós. Apenas precisamos de oportunidades”.
Fonte: fisl10
O Governo Federal conseguiu economizar cerca de R$ 371 milhões com a adoção de software livre.
O valor é o correspondente à compra de licenças de software para 144 mil computadores que hoje trocam Windows por Linux, informou Marcos Mazzoni, diretor presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados, durante o Fisl 10.
“Contabilizamos o que seria a compra de licenças para alguns projetos e a sua substituição por software de código aberto”, declarou o presidente do Serpro ao apresentar a palestra Software Livre no Governo Brasileiro.
Segundo o profissional, todas as ações de inclusão digital do governo utilizam software livre. Entre os exemplos citados estão os telecentros (cerca de 4.800 em todo o país), as ações Computador Para Todos, Laptop para Professores, Casa Brasil, Um Computador Por Aluno e TV digital.
Além de utilizar soluções já consolidadas, um grupo de 2.500 profissionais é responsável (a empresa conta com 11.500 ao todo) por desenvolver novas soluções como Demoiselle, Expresso, Cacique, I3Geo, Xemelê, e-proinfo e Sisau-Saci-Contra – que estão sendo apresentadas no evento até o sábado, 27.
Seria bom se pelo menos 10% desse montante fosse investido nos profissionais e em projetos das comunidades livres. Afinal de contas economizar com Sofware Livre é deixar de pagar licenças absurdas para empresas para investir no “pessoal”.
Mais um trojan na área, nesse eles enviam um e-mail à vítima, muito bem feito aliás, onde se passam pelo Banco do Brasil, o assunto da mensagem é: Atualização do cadastramento de computadores, o suposto endereço emissor é suporte@bb.com.br e o falso link para a tal atualização é www.bb.com.br/cadastramento/cadastrar_computadorBB.exe quando na verdade te empurra para www.modulo-bb.com/download.php onde está alojado páginas iguais as do Banco do Brasil e o executável malígno que irá roubar suas senhas. Fiquem de olho, segue a imagem abaixo para melhor entendimento, clique para ampliar:
Esses dias num desses jornais da TV, vi uma matéria sobre uma lei que estabelece critérios para a avaliação dos policiais rodoviários. Noticiavam sobre uma tabela que através de pontos negativos e positivos, são contabilizados ações como apreensões de armas, ou um bom atendimento ao público tem um valor em pontuação. Um dos critérios é o de aplicação de multas, ou seja, quanto mais pontos o policial tem, maior a probabilidade de progressão na carreira, além de benesses, como escolher o mês das próprias férias… Isso é que é plano de carreira!
- Bora multar, caralho!
Na verdade a notícia não era nova pra mim, já houve boataria que em certa época aqui em Fortaleza, os agentes de trânsito do município recebiam comissões em dinheiro pelo número de multas. Absurdo, é a palavra menos nociva que encontro para qualificar essa prática, o código de trânsito brasileiro é uma belezura, fala de educação, de direitos e deveres de condutores e pedestres, mas duvido que corrobore com a criação dessa indústria de multas, isso sem falar na constituição.
§ 3º do CTB – Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do trânsito seguro.
Segundo o SINPRFPE, alguns policiais têm se destacado por terem se tornado verdadeiros campeões em multas aplicadas, conseguindo as vantagens previstas na norma. Tal fato já foi denunciado ao MPF, citando inclusive o posto onde o policial “vencedor” atuava. A bem da verdade, é muito mais fácil encontrar alguma irregularidade na documentação ou na atitude de um condutor, do que drogas ou armas escondidas no veículo.
Porém, os policiais dizem que não ligam para pontuação por multas aplicadas, já que ela é bem inferior as outras, uma multa gera apenas 7 pontos, a apreensão de armas, por exemplo, gera 150.
Pelo sim, ou pelo não, continuo achando absurdo e abusivo, pontuar no plano de cargos e carreira a aplicação de multas. Comissão por multa? O que eles são afinal, garçons do trânsito? Ah não, os 10% do garçom é opicional.
Todo começo de semana é a mesma coisa, os jornais e outros órgãos de comunicação destrincham a fiscalização do trânsito em números de condutores multados e/ou detidos. É uma maravilha, são centenas. O foco são os motoristas autuados na Lei de Alcoolemia Zero que vigora no país desde o ano passado.
Engraçado é que ninguém fala em valor de arrecadação nessas matérias, nem nunca é comentado ou cobrado para onde vai esse montante.
A multa da famosa “lei seca” tem o valor de R$ 957,50. Já com os casos do último final de semana, o total de motoristas multados em função da Lei Seca no Ceará somente em 2009 é de 4.897, multiplicando-se pelo valor cobrado dá a bagatela de R$ 4.775.052,50, arrecadados apenas com o bafômetro. A pergunta que não quer calar: Para onde vai todo esse dinheiro?
O CTB, Código de Trânsito Brasileiro, diz:
Art. 320. A receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito será aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.
Bem, se o dinheiro é exclusivamente para isso, essas “áreas bem capitalizadas deveriam funcionar espetacularmente”. Gastos em fiscalização não tenho dúvidas, o negócio tem andado, mas em engenharia de tráfego e educação de trânsito? Aponte-me uma estrada ou via recuperada no Ceará desde o começo da aplicação destas multas, que sinceramente, já fico satisfeito. Pois não cola para mim o “pelo menos diminuiu o número de acidentes e motoristas embriagados no volante” balbuciado por muitos.
Pelo visto a bufunfa vai toda pelo buraco, que é o que tem sobrando no nosso trânsito.
J.M. de Macedo – “Ano Biográfico”, vol. III, pág. 48.
Italiano, embora, de nascimento, Libero Badaró sente-se, ao chegar ao Brasil, atraído pela grande luta que então se travava pela nacionalização do Império nascente. Arrebatado por uma das torrentes de paixões, funda, com outros, em S. Paulo, o Observador Constitucional, que exerce, de pronto, enérgica influência sobre a opinião pública.
Na noite de 30 de novembro de 1830 sai Badaró da residência de um amigo quando, na esquina, é assaltado por dois indivíduos embuçados, os quais o alvejam com tiros de pistolas. Ferido gravemente, é levado para casa. Cercam-no amigos, discípulos, companheiros. Querem operá-lo, mas ele opõe-se. Médico, sabe que o ferimento é de morte.
Aproxima-se a agonia. Badaró ergue-se, então, em um dos cotovelos, e exclama, como iluminado:
- Morre um liberal, mas não morre a liberdade!
Aluísio de Castro – Discurso da Academia Brasileira de Letras, 1918.
Quando o Dr. Francisco de Castro assumiu, em 1901, a direção da Faculdade de Medicina, quis ter a seu lado, no ato da posse, o seu velho amigo Machado de Assis. Encarregado de ir buscar o grande romancista no Ministério da Viação, ia o Dr. Aluísio de Castro, então estudante, ao lado do autor do Brás Cubas, quando, na rua da Misericórdia, começou a lamentar a desgraciosidade do casario colonial, que tornava o caminho mais longo.
- Que casas feias!… – lamentou o estudante, numa censura de moço olhando aquela edificação secular.
E Machado de Assis, numa desculpa:
- São feias, são: mas, são velhas…
Salvador de Mendonça – Artigo n’O Imparcial – 1913
Professor das princesas, filhas de Pedro II, Joaquim Manuel de Macedo, o célebre romancista de A Moreninha, desempenhava o seu mandato de deputado geral, quando o conselheiro Francisco José Furtado, organizador do gabinete Liberal de 31 de agosto de 1864, o convidou para a pasta dos Estrangeiros.
Recusada a honra, mandou o Imperador chamar o escritor à sua presença, e indagou o motivo do seu gesto, quando possuía tantas qualidades para ser um bom ministro.
- Admita-se que eu tenha as qualidades que Vossa Majestade me atribui, – respondeu Macedo: – mas eu não sou rico, requisito indispensável a um ministro que queira ser independente.
E decidido:
- Eu não quero sair do Ministério endividado ou ladrão!
Humberto de Campos – Carvalho e Roseiras, pág. 63
Joaquim Gomes de Sousa, o genial brasileiro, que, aos trinta anos, resumia todo o saber do seu tempo, era profundíssimo em tudo, principalmente em matemática. Na Câmara, discutia todas as matérias. Certo dia, ao apartear um deputado que discursava sobre finanças, o orador retrucou veementemente:
- O assunto em discussão não é da especialidade de V. Exa.!
E Gomes de Sousa, logo, de pé, com todo o fogo do seu orgulho:
- É por isso mesmo que eu o discuto com V. Ex. Se se tratasse de assunto da minha especialidade, eu não admitiria V. Ex. à discussão.
0