Você é meia-boca?

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Posted on : 14-07-2009 | By : Mário Aragão | In : Citações, Cultura, Diarinho

Querido, não seja um meia-boca! Já dizia a mamãe.
As dicas abaixo, mesmo no grande estilo auto-ajuda, servem para reflexão e possível “follow-me”.

Cumpra o prometido

Premissa básica para quem quer credibilidade. Todo meia-boca nunca ou quase nunca cumpre o que prometeu. O que é frustrante para quem recebeu a promessa e que pode gerar uma péssima imagem de sua palavra. Não dá para fazer? Tudo bem, mas não prometa e aprenda a dizer não.

Vá até o fim

Essa é difícil, principalmente quando o projeto é pessoal e afeta apenas você. Mas começou? Termine. Nada de deixar as coisas malfeitas ou inacabadas. Também não é aconselhável colocar terceiros na história e complicar ainda mais o enredo. Aprenda a delegar, confiar na equipe e estimular para que o objetivo seja atingido. Evite acúmulo de tarefas e nunca deixe histórias com finais indefinidos.

Evite as palavras: não sei, não posso, não consigo. Elas acabam com tudo.

Deixe a preguiça de lado

Não é fácil e há horas que dá vontade de jogar tudo para o alto, mas pense na satisfação de algo terminado e bem-feito. A consciência tranqüila, o respeito e admiração dos colegas ou a satisfação de um cliente. Não deixa a preguiça atrapalhar o seu trabalho. Está cansado? Pare um pouco, vá fazer outra coisa, dê uma volta, pratique exercícios que logo a inspiração retorna.

Evite a omissão

Nada pior que pessoas que se omitem de resultados, fogem de responsabilidades e sempre dão um jeitinho de tirar o corpo fora. Usando uma linguagem futebolística: não fuja das divididas! O confronto, um contato um pouco mais forte fazem parte do jogo e o que estiver ao seu alcance faça. Não fuja do jogo e cuidado com o banco de reservas.

Não tema críticas

Já dizia um grande anônimo: Só não erra, quem não faz!

Errou, e daí? Não seja tolo o suficiente para ficar esperando só elogios, porque nem sempre eles virão e profissionalmente são quase uma raridade. Porém, as críticas sempre estão presentes. Sempre vai existir alguém para dizer que está errado, que não era bem assim e agradar a todos é uma grande utopia. O diferencial dos felizes é que sabem lidar com as críticas, não se deixam abater ou dão logo a volta por cima. Tente tirar o máximo proveito de situações indesejadas e aprenda a lidar com comentários maldosos ou negativos.

Adaptado do texto de Paulo Araújo no http://www.administradores.com.br/noticias/nao_seja_meiaboca/7089/

Michael Jackson direto dos Estúdios Maurício de Sousa

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Posted on : 26-06-2009 | By : Mário Aragão | In : Diarinho

Internet é bom demais, Maurício de Sousa (@mauriciodesousa) liberou no twitter o roteiro de Paulo Back ainda no original em homenagem a Michael Jackson direto dos Estúdios…

Michael Jackson – Estúdios Maurício de Sousa

Padre Wilson

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Posted on : 17-06-2009 | By : Mário Aragão | In : Aqui no Ceará, Cultura, Diarinho

Padre Wilson era figura popular em Itapipoca, cidade do interior do Ceará. Simpático, camarada, atencioso e paquerador, gostava mesmo era de tomar cerveja e jogar sinuca no bar da esquina. “Um puta sujeito!“, diziam os amigos. As beatas, mesmo com vista grossa, adoravam o vigário.

Dizem que certa vez, logo cedo, Padre Wilson chegou no bar para jogar com seus amigos e teve a triste surpresa de não encontrar mais ali a velha mesa de sinuca:

- O quê houve? – indagou o herói.
- Infelizmente, como o senhor sabe, nossa sinuca era arrendada e o dono pediu de volta, disse que nós não dávamos lucro. – disse Zé Afrânio o dono do botequim.

Padre Wilson torceu o lábio e retrucou:

- Quanto custa uma sinuca?
- 750! Lá no Lorin. – gritou um dos colegas.
- Deixe estar, deixe estar… Até o fim do dia, teremos nossa comapanheira de volta e desce uma gelada pra mim pelo amor de Deus.

O tempo passa e todos ficam cada vez mais curiosos sobre como será solucionado o problema.

Meio-dia em ponto, chega a Beata Maria das Dores a frente do bar e chama Padre Wilson:

- Padre Wilson, como o senhor sabe e como lhe falei ontem, amanhã faz um mês que a mamãe morreu e gostaria muito de fazer uma missa em homenagem a ela, também sei que o senhor não faz missas às quarta-feiras, mas essa data é muito importante pra mim, comadre Joana me disse da possibilidade de fazer a missa paga, de acordo com as normas da Diocese. Quanto custa?

Padre Wilson virou para os camaradas do bar, com um olhar de vitória, voltou-se novamente para a Beata e disse:

- Dona Maria, tem missa de 500, 1000 e 1500… – Pausou, respirou fundo e continuou como quem fofocasse: – Mas se fosse a senhora faria a de 1000 ou a de 1500 porque a de 500 é fulerage!

Não preciso dizer que aquele dia terminou com um belo brinde e uma rodada paga por Padre Wilson:
- Deus nunca falha meus amigos!

É já não fazem padres como antigamente.

Trilha Urbana em Fortaleza #buracosfortaleza

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Posted on : 05-06-2009 | By : Mário Aragão | In : Aqui no Ceará, Diarinho, Imagens, Política

Para quem gosta de aventura:

trilhaurbana

Uhuuuu! Iehiiii!

Comissão por multa – Garçons do trânsito

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Posted on : 14-05-2009 | By : Mário Aragão | In : Brasil, Diarinho, Ladroagem, Política

Esses dias num desses jornais da TV, vi uma matéria sobre uma lei que estabelece critérios para a avaliação dos policiais rodoviários. Noticiavam sobre uma tabela que através de pontos negativos e positivos, são contabilizados ações como apreensões de armas, ou um bom atendimento ao público tem um valor em pontuação. Um dos critérios é o de aplicação de multas, ou seja, quanto mais pontos o policial tem, maior a probabilidade de progressão na carreira, além de benesses, como escolher o mês das próprias férias… Isso é que é plano de carreira!

- Bora multar, caralho!

Na verdade a notícia não era nova pra mim, já houve boataria que em certa época aqui em Fortaleza, os agentes de trânsito do município recebiam comissões em dinheiro pelo número de multas. Absurdo, é a palavra menos nociva que encontro para qualificar essa prática, o código de trânsito brasileiro é uma belezura, fala de educação, de direitos e deveres de condutores e pedestres, mas duvido que corrobore com a criação dessa indústria de multas, isso sem falar na constituição.

§ 3º do CTB – Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do trânsito seguro.

Segundo o SINPRFPE, alguns policiais têm se destacado por terem se tornado verdadeiros campeões em multas aplicadas, conseguindo as vantagens previstas na norma. Tal fato já foi denunciado ao MPF, citando inclusive o posto onde o policial “vencedor†atuava. A bem da verdade, é muito mais fácil encontrar alguma irregularidade na documentação ou na atitude de um condutor, do que drogas ou armas escondidas no veículo.

Porém, os policiais dizem que não ligam para pontuação por multas aplicadas, já que ela é bem inferior as outras, uma multa gera apenas 7 pontos, a apreensão de armas, por exemplo, gera 150.

Pelo sim, ou pelo não, continuo achando absurdo e abusivo, pontuar no plano de cargos e carreira a aplicação de multas. Comissão por multa? O que eles são afinal, garçons do trânsito? Ah não, os 10% do garçom é opicional.

#buracosfortaleza agora vai!

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Posted on : 01-05-2009 | By : Mário Aragão | In : Aqui no Ceará, Diarinho, Tecnologia

#buracosfortaleza Essa é a hastag do Twitter que sinaliza nosso descontentamento com a atual situação das ruas de Fortaleza, diante disso resolvemos mapear, via Google Maps, as crateras de Fortaleza:


View #buracosfortaleza in a larger map

A campanha deu certo e já temos centenas de colaborações, além da repercussão em diversos meios de comunicação como Diário do Nordeste, Jornal O Povo e Jangadeiro Online, os blogs Milfont tech, Coió online e especialmente o Liberdade Digital, do meu amigo jornalista Emílio Moreno, que está fazendo uma cobertura completa do assunto.

No twitter você pode seguir algum dos idealizadores da campanha: Rafael Carneiro, Rafael Galdino, Christiano Milfont, Mário Aragão, Natanael Pantoja, Rodrigo Galba e Emílio Moreno.

Agora é esperar que as “autoridades” tomem partido…

Baixa Auto-estima?

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Posted on : 27-04-2009 | By : Mário Aragão | In : Diarinho

Existem seis regras básicas para elevar a auto-estima e ganhar confiança de maneira permanente. Elas funcionam a partir do momento em que se decide identificar as crenças negativas e se trabalha continuamente para modificá-las. As regras são as seguintes:

• Examinar o passado. Esse é um passo crucial para elevar a auto-estima. Ao fazer essa retrospectiva, é possível perceber que alguns erros do passado podem ser corrigidos e outros não. Ao deparar com o que não pode ser mudado, o melhor a fazer é aceitar a situação, esquecer esses erros e se concentrar apenas no que pode ser melhorado.

• Achar um meio-termo. Quem sofre de baixa auto-estima costuma seguir a linha de pensamento do “tudo ou nada”, ou seja: se uma tarefa realizada não saiu perfeita, foi um tremendo fiasco. Há uma grande diferença entre dizer “Eu fracassei três vezes” e “Eu sou um fracasso”. Segundo os psicólogos, é preciso se esforçar para encontrar um meio-termo. Uma tarefa que não saiu perfeita dessa vez pode ser melhorada no futuro.

• Dar um sentido à vida. Um estudo do Instituto de Envelhecimento da Universidade da Flórida concluiu que pessoas que dão um sentido à vida, prestando serviços comunitários ou investindo numa segunda carreira, se sentem mais satisfeitas consigo mesmas e apresentam auto-estima elevada e estável.

• Focar os aspectos positivos. A pessoa que sofre de baixa auto-estima tende a concentrar sua atenção apenas nos aspectos negativos de determinada situação. Se o chefe menciona os pontos fortes e fracos de um projeto apresentado, por exemplo, ela vai lembrar e remoer apenas as críticas, ignorando os elogios. Ao se concentrar nos pontos positivos, a percepção do indivíduo sobre a mesma situação muda para melhor.

• Comentar com a família e os amigos as realizações positivas. Um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology, da Associação Americana de Psicologia, concluiu que alardear o próprio sucesso ajuda a reforçar a autoconfiança e a elevar a auto-estima e neutraliza os pensamentos de autodepreciação.

• Fazer ginástica. Vários estudos mostram que a prática regular de exercícios ajuda a elevar a auto-estima. Numa pesquisa da Universidade do Arkansas, nos Estados Unidos, um grupo de estudantes que começou a praticar exercícios regularmente passou a ter uma percepção mais positiva de si próprio. Outro estudo, da Universidade de Illinois, concluiu que a ginástica aumenta a auto-estima dos praticantes porque melhora a saúde e a qualidade de vida em geral.

CDlivre Quatro Ponto Zero

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Posted on : 01-04-2009 | By : Mário Aragão | In : Cultura, Diarinho, Software Livre, Tecnologia

Recebi hoje a notícia que a nova versão do CDLivre já está disponível. Para quem não conhece o CDLivre é um conjunto de softwares livres, gravados em forma de .iso no tamanho de um cd, para a plataforma Windows, permitindo assim que as pessoas que usam esse SO possam conhecer alternativas aos softwares que usam no dia a dia e que muitas vezes são softwares ilegais (piratas), além disso o CDLivre também pode auxiliar na diminuição do impacto da mudança de sistema operacional, já que a grande maioria dos softwares contidos no CDLivre são encontrados facilmente nas principais distribuições GNU/Linux (Slackware, Debian, Ubuntu, Arch, Fedora).

Você não perde por conferir. É grátis!

Rápidas Lembranças: Sadam

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Posted on : 09-03-2009 | By : Mário Aragão | In : Diarinho

Estava aqui apertando a bolinha contra tendinite e lembrei do cachorro que ganhei em 1991 do meuTio Maurício. Era um filhote de Pastor Alemão, Capa Preta, tinha 45 dias, veio de Brasília, com pedigre e tudo mais. Lindão. O grande problema é que já vinha com um nome no registro: Faraó. Porém, não me agradava nenhum pouco criar meu filhote como Faraó, comecei então a busca por um nome melhor, mas depois de muita reluta do meu tio para que não mudássemos o nome do bichinho, não teve jeito, a alcunha de Sadam foi adotada, motivada pelos conflitos da época e talvez por pura birra do meu pai com o meu tio que era simpatizante do Kuwait. Na verdade gostei do nome, na minha opinião, soava melhor.

Sadam foi o cachorro que eu vi crescer mais rápido lá em casa, robusto, manso, esperto e brincalhão, foi criado solto pela casa, sem amarras, o que causava o maior ciúmes no cachorro mais velho do meu pai, o Dragão um vira-latas, valente, usado como cão de guarda, que tinha lá seus 10, 11 anos na época e que só ficava solto a noite. Sadam com 4 meses já alcançava a altura do Dragão e como todo filhote fazia o maior auê com o coroa vira-latas, que nem lhe dava bola.

Sadam logo que chegou, ainda pequeninho, adotou uma bola amarela minha como seu brinquedo predileto e se queria que me obedecesse bastava que estivesse com ela na mão para ele não sair do meu pé, engraçado que nunca precisei ensiná-lo a trazer a bola de volta quando arremessada, ele começou a fazer institivamente, depois que foi crescendo eu gostava de me aventurar pelas imediações da cidade em sua companhia, bastava pegar a bola onde ela estivesse, quase sempre ficava lá jogada onde dormia, levá-la comigo e chamá-lo. Pronto, sua atenção dificilmente era desviada, onde eu fosse iria comigo, estava sempre esperando que jogasse a bola. Virou meu companheiro e de meus amigos nas aventuras pré-adolescentes cotidianas nas imediações daquela pequena cidade. Tinhámos a sensação de segurança ao lado do nosso Pastor imponente, com porte de cão de guarda e cabeça de filhote. Foram muitas aventuras e desbravadas com meu companheiro e companheiros.

Nossa alegria durou pouco mais de um ano, certa noite de 1992, Sadam foi envenenado e definhou por alguns dias, fraco foi atacado por muitas mazelas e não resistiu. Meu tio, como não podia deixar de ser, soltou a dele: “- Mas também com um nome desses, só podia acabar envenenado.” #humornegro #saudades

Os Cavalos da República

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Posted on : 22-02-2009 | By : Mário Aragão | In : Diarinho

“Era Deodoro presidente da República quando o convidaram para visitar o atelier de Rodolpho Bernadelli, no qual se achava, quasi acabado, o quadro representando a proclamação da República.

O velho soldado parou diante da tela, na qual sua figura varonil apparecia montando um ginete ardego, examinando-a attento.

De repente, voltou-se para os que o acompanhavam:

- Vejam os senhores! – disse.

E indicando o quadro:

- Quem lucrou no meio de tudo aquilo foi o cavallo!…”

(Humberto Campos, “A pata do cavallo”, Brasil Anedoctico, Rio de Janeiro, Ed. Leite Ribeiro, 1927.)

Assim começa o livrinho do Moacyr Scliar, citando esse trecho do Brasil Anedoctico. Lançado pela FTD em 1989 e que eu devo ter lido pela primeira vez em 1991, 92 por ai. Ontem o achei jogado na estante do meu irmão e ao folheá-lo, acabei relendo o danado e até gostei mais de relembrar a história, classificada como infanto-juvenil, do que quando li na “idade recomendada”.

Na verdade, o interessante do livrinho são as descrições do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro de 1889 e parte da História do Brasil da época, abolição da escravatura e proclamação da República.

Rafael, o bisavô que relata sua história no caderno deixado de presente aos seus descendentes, deixa o interior do Rio Grande do Sul e vai, ainda bem jovem, morar com o pai – um capitão do Exército brasileiro – no Rio de Janeiro, poucos meses antes da proclamação da República, no distante ano de 1889.

No Rio, Rafael vai até o quartel onde o pai servia; lá conhece os cavalos que atendem os militares, inclusive um que era montado pelo marechal Deodoro da Fonseca. “Era um bicho vaidoso, que ignorava ostensivamente seus companheiros de cavalariça”, garante o rapaz.

A exemplo dos muitos militares daquele fim de século XIX – insatisfeitos com o governo imperial de Pedro II -, alguns cavalos agiam, pode-se dizer, como insurgentes, ajudando a inflamar os ares dos quartéis com “discursos subversivos”.

Claro que somente Rafael podia ouvi-los, o que o fazia duvidar até da própria sanidade. Chegava então a hora de os fatos históricos entrarem em movimento. No Campo da Aclamação, em 15 de novembro de 1889, os militares dão fim ao império brasileiro, e o cavalo do líder marechal Deodoro toma as rédeas do destino histórico, além de oferecer a Rafael uma desavergonhada piscadela, jamais esquecida por ele e seus descendentes.

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