Maisa Silva é Show

Certo sábado ainda na cama, acho que em janeiro desse ano, zapeando a TV pela manhã com a Lindona do meu lado dormindo, dei de cara com essa criaturinha linda, engraçada e tagarela: Maisa Silva. Apresentadora de 1ª classe, do programa Sábado Animado do SBT. :]

Não parei mais de rir e me divertir com a super Maísa: – Playstation! Playstation! Playstation! Lindona acordou diante da minha euforia e também deu boas gargalhadas com a sinceridade e alguns plágios de comportamento e fala tvrísticos que a Maisinha adota ou é forçada a adotar(se bem que é meio difícil controlar aquela desbocada linda, rs).

Maisa Silva

No mesmo ou no outro dia, me deparei elogiando e defendendo a guria numa discussão em certa comunidade no Orkut. O certo é que fiquei de escrever sobre a Nina e nunca fiz, desde então. Hoje lendo a Veja.com estava lá tudo escrito quase do jeitinho que eu queria, transcrevo aqui o texto:

Televisão
Menina maluquinha

Maisa Silva, 5 anos, fala o que lhe dá na telha
no SBT. E faz o ibope do Sábado Animado aumentar

Marcelo Marthe

Recentemente, a apresentadora Maisa Silva fez uma confidência em seu programa no SBT. “Eu mamo na mamadeira, vou admitir. Não tenho vergonha de dizer que tomo tetê”, declarou. O rasgo de sinceridade diz tudo sobre a artista – Maisa é uma garota de 5 anos. E também sobre seu estilo. Há quatro meses, ela é âncora do Sábado Animado, na rede de Silvio Santos. Maisa levantou o ibope do programa matinal, que atinge até 9 pontos de média. Também virou sucesso na internet – seus vídeos foram vistos mais de 1 milhão de vezes no YouTube. O que a torna especial? Bem, a garota é afiada. E, como qualquer criança de sua idade, fala tudo que lhe dá na telha. Como as gincanas que comanda são gravadas ao vivo, numa produção meio capenga, o resultado é sempre inesperado. Um dia, ao se desequilibrar, ela soltou: “Opa, estou bêbada”. Nos telefonemas com os espectadores, as trombadas são muitas. Uma tirada típica: “A ligação está boa, está ruim, está boa, está ruim. Ih, sou louca mesmo”. Maisa é politicamente incorreta. Ao falar com um menino que insistia em pronunciar “alor” em vez de “alô”, disparou: “Você é de Diadema? É por isso”. Também já caçoou de outro que queria ganhar um “Praystation” (o correto é “PlayStation”). Ela é, em suma, o que um psicanalista chamaria de apresentadora sem superego – a instância do inconsciente que exerce a função de autocensura.

“Aos 2 anos, Maisa já insistia nessa história de virar artista”, diz a mãe, Gislaine Silva Andrade, dona-de-casa do interior de São Paulo (o pai, Celso Andrade, é técnico de telefonia). Em seu terceiro aniversário, a menina deu um ultimato: pediu de presente a chance de ser caloura de Raul Gil. Com dublagens e covers do grupo Rouge e de Ivete Sangalo, em pouco tempo se tornou um dos trunfos do programa. Dois anos mais tarde, Silvio Santos impressionou-se com a minicantora ao zapear pela TV. E assim se abriu caminho para sua transferência para o SBT. O empresário incumbiu a filha Silvia Abravanel de dirigir Maisa no Sábado Animado. A interação da dupla é incrível. “A gente se entende pelo olhar. É transmissão mesmo”, diz a diretora. Mas Silvia fala se necessário – por exemplo, quando Maisa esquece as regras do jogo que tem de explicar aos espectadores.

Maisa gaba-se de ser uma “apresentadora de primeira classe” (está no 1º ano na escola). “Meus pais não esperavam que eu fosse virar celebridade”, conta. A garota idolatra Hannah Montana, heroína da série do Disney Channel. Mas tem noção da distância que a separa da estrela infantil americana. “Lá, a coisa é em dólar, meu bem”, diz. Maisa e seus pais até que não podem reclamar. Ela ganhava 1 500 reais por mês de Raul Gil. No SBT, embolsa em torno de 20.000 reais entre salário e merchandising.

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