
O movimento SALVEM AS DUNAS DO COCÓ é composto por fortalezenses que têm consciência da importância da preservação do Parque Ecológico do Cocó para a manutenção do equilíbrio do meio ambiente de nossa cidade, para as presentes e futuras gerações, assim como de seu papel no resgate da identidade e auto-estima do cidadão de Fortaleza. O movimento também é uma resposta às agressões arbitrárias e criminosas à natureza, perpetradas por empresas da Construção Civil em nossa Capital, na região do Cocó, em específico.

Acesse o blog do movimento que é destinado a divulgar denúncias, os fatos que dizem respeito à preservação do Parque Ecológico do Cocó, as atividades do movimento, a divulgação da situação processual das causas judiciais que tenham como objeto o desmonte de dunas, destruição de recursos hídricos e vegetação do Cocó, além de textos de cunho ambiental que digam respeito ao Parque, podendo os mesmos ter conteúdo técnico, científico ou artístico.
Na Revista Gol desse mês existe uma matéria com o récem nomeado cientista-chefe da IBM, Fábio Gandour, conta um pouco sobre a sua vida, de como deixou de ser médico pediatra em 1986 para virar viciado em computação, resolveu fazer ciências da computação e foi contratado pela IBM em 1990, para vender tecnologia ao setor de saúde: “Tive uma infecção computacional e morri como médico”.
Fala ainda sobre o investimento da IBM em pesquisa científica nas universidades: “Uma boa idéia pode render muito mais que uma fábrica imponente. Se continuarem a não apostar no capital intelectual, vamos ter que nos conformar em exportar café, soja e carne”.
Fábio Gandour é responsável pelo mais recente IBM Next Five in Five, uma lista de inovações que têm potencial para mudar a forma como as pessoas viverão e trabalharão nos próximos cinco anos.
- A energia solar é o futuro, será usada inclusive para criar novos materiais.
- A partir do DNA, será possível desenvolver um mapa genético e prever quais doenças você poderá desenvolver.
- A internet será controlada pela voz.
- O comércio eletrônico oferecerá consultores virtuais, que auxiliarão na escolha do melhor produto para suas necessidades, inclusive provar roupas.
- Instrumentos para ajudar a filtrar e guardar informações, liberando-as da nossa memória.
Para finalizar, falou uma coisa que sempre repito aos montes por ai, então vindo dele talvez soe mais respeitoso: “As palavras mágicas em tecnologia, hoje, são funcionalidade e usabilidade. Isso requer tempo e o uso de neurônios de uma equipe bem afinada com o objetivo principal: tem que funcionar na mão das pessoas. Assim, a invenção mais usável é aquela mais simples. Usabilidade é diretamente proporcional a simplicidade.“
Ontem voltando do centro de Maceió em direção à Pajuçara, onde fiquei a trabalho por uns dias, peguei um táxi e o taxista como sempre foi puxando papo e contando história. Compartilho agora:
Não sei como entramos no assunto mas ele começou a falar da vida do seu cunhado, que segundo informou era um sujeito simples do interior de Alagoas e que para orgulho do pai serviu a marinha e virou marinheiro. Porém, aquilo não era o que ele queria, queria mesmo ser engenheiro naval, na época a universidade mais próxima com o curso escolhido ficava no Rio de Janeiro, certa vez contou o sonho ao pai, que era caminhoneiro, e este explodiu de raiva só de pensar na idéia do filho largar a Marinha para estudar: “Quem estuda em faculdade é quem tem pai rico e não tem profissão. Você já tem profissão e eu sou pobre. Tá doido? Vai deixar de ser marinheiro? Ôxe!” Disse o velho, que segundo o taxista é bruto que só burro.
O tempo passou, mas a idéia de estudar não, então na primeira oportunidade passando pelo Rio de Janeiro de navio, prestou vestibular e passou para o tão sonhado curso. Ao retornar para casa mostrou com orgulho o resultado e disse que precisaria do apoio da família, o pai novamente teve um acesso de fúria e disse: “Do meu bolso não sai um tostão pra sustentar vagabundo no Rio de Janeiro!” A mãe era dona de casa e não tinha renda, já a irmã trabalhava no comércio e tinha acabado de casar com um taxista, não tinham condições financeiras estáveis, mas o taxista que gostava muito do cunhado, ao qual chama de paraíba véi do interior, resolveu apoiar o sonho do rapaz e disse que se fosse, ele mandaria um trocado todo mês. Pronto, era o que ele queria ouvir, deixou a marinha e se mandou para o Rio de Janeiro.
Na cidade maravilhosa, passou muito aperto e até fome, morou em cubículo, dividiu quarto, mas logo arrumou uma fonte de renda extra além dos trocados, dava aula de física e química a noite aos colegas do seu e de outros cursos. Formou-se em tempo recorde, antes mesmo de terminar já foi chamado pra prestar serviços à Marinha do Brasil, disse não, foi então convidado por uma multinacional para trabalhar com estratégia, manutenção e logística, mas tinha que falar inglês e espanhol, sabia inglês mal, só leitura, mas aceitou o desafio da empresa que lhe deu prazo de dois meses para se adaptar aos idiomas, obstinado como sempre em dois meses missão cumprida, já se virava muito bem com o público nas duas línguas, assinou contrato, em um ano foi alçado ao cargo de presidente de logística da empresa, comanda ações aqui e no exterior, vive viajando diversos países.
Agora a parte que mais gostei da história, com as palavras do Taxista: “Assim que ele assinou contrato com a empresa, o primeiro contrato antes mesmo de ser presidente, ele ligou pra mim pra dar a notícia e disse mesmo assim: João consegui o que eu queria, assinei contrato com a empresa. João, bote Junior pá estudar no melhor colégio de Alagoas. Eu fiquei com medo, disse a ele, rapaz se tu perder esse emprego eu não vou ter como sustentar o meu filho em escola cara não. Aí ele me disse: João, bote júnior no melhor colégio e mande ele estudar que daqui pra frente eu não vou mais ficar sem dinheiro e de hoje em diante quem paga os gastos com os estudos dele até a faculdade sou eu é a melhor maneira que eu tenho de lhe recompensar, aí eu botei, né”
Segundo o taxista, seu cunhado com um ano de trabalho deu uma casa pro pai e disse: “Ser marinheiro é bom, mas não era pra mim”. Esses dias ele estava no Brasil e passou lá por Maceió pra visitá-lo, antes de viajar pra Dinamarca onde ia para um evento do setor em que a empresa trabalha. Novamente frases do taxista: “Menino precia ver o paraíba véi comedor de charque estragado, todo de computadorzim desses que parece um livro, cheiroso, bebendo vinho, falando inglês e tudo mais. Ele casou com uma mulher lá da zóropa ainda hoje a bicha é toda bonitona. Meu filho vai fazer o vestibular no ano que vem, o menino é esforçado, puxou o tio, desde aquela época nunca gastei um tostão com os estudos dele. Nenhum!”
Estava aqui fuçando fuçando o Web Archive e encontrei muitos posts antigos, alguns do tempo que comecei a blogar, achei engraçado esse abaixo que é da época em que comprei o meu primeiro dicionário Houaiss. Lembrei da reforma ortográfica.
Migrei para o Houaiss
30.12.2003 – Terça – 13:00 hs
Depois de uma decepção com o Michaellis e anos de fidelidade ao Aurélio, resolvi migrar para o tal Houaiss, um dicionário com um nome que nem sei pronunciar. Será que foi por influência da mídia? Pura curiosidade? Insatisfação? É deve ser.
Na realidade estou cansado de ser açulado pela língua nativa, no Aurélio quase nunca encontrava o que queria e era aquela bulha, depois de uma certa insistência dessa vozinha imaginária e chata que sempre rir das minhas cacografadas, mudei, comprei o dito-cujo. Adorei o “busca de palavras facilitada”, espero que não seja uma alegria efêmera.
Bem, chega de firula, esse emaranhado de palavras difíceis deixou-me com gastralgia, preciso urgentemente haurir esse vocabulário, não gosto do que é ignoto, sou jacobinista, só tive coragem de traduzir know-how depois de não aguentar mais ouvir/ler essa morrinha. Esse livreto causa um desejo nímio de usar a língua culta. Socorro! Não que seja oligofrênico e ache que não deve ser usado, mas isso é uma medida pacóvia de burlar a verdade, quixotismo, sou recalcitrante mesmo, por isso adoro o modo como são escritos a maioria dos textos e diálogos na internet, gosto do falado escrito. Semovente sempre. Tartamudeado, mas compreendido, usucapido mesmo, vezeiro, xucro talvez, zinzulado.
Deusulivre! gua! nãããã! Vai te lascar!
Ufa! Voltei ao normal… preciso de uma talagada d’água. Livrinho maldito, acho que vou queimar esse bicho.
Os sumérios produziram a escrita muito antes de criarem a matemática, é eles também criaram a matemática, os babilônios aproveitaram a matemática dos sumérios, que consistia num sistema numérico baseado não no dez mas no sessenta, e criaram a astronomia, ou seja, desde os primórdios matemáticos e astronômos caminham juntos. Na formulação simultânea da matemática e da observação astronômica pelos povos do grande vale do Tigres e do Eufrates temos os primeiros indícios do que hoje chamamos ciência. E a escrita? Ah é, vamos lá.
Em 3500 a.C., a necessidade premente de acompanhar a produção e o comércio de cereais levou os sumérios a criar símbolos separados para significar determinados números e determinados itens, como trigo, vaca, homem e assim por diante. Os primeiros símbolos eram desenhos dos objetos representados, depois evoluíram para marcas padronizadas em forma de cunha, a famosa escrita cuneiforme.
No entanto, em abril de 2003, arqueólogos anunciaram o resultado de uma análise preliminar de símbolos gravados em cascos de tartarugas com mais de 6000 anos, encontrados em túmulos neolíticos em Jiahu, na província de Henan, no oeste da China. É bem possível que esses sinais, mais antigos que a escrita cuneiforme, sejam o exemplo mais antigo de escrita.
O povo sumério se localizava aproximadamente onde hoje é o sul do Iraque, babilônios nas proximidades de Israel, como estava comentando com o @gabsramalho no twitter, ainda fico surpreso, como aquela região onde foi o berço das civilizações, dos primeiros “cientistas”, ainda mantêm tanto conflito bestial, o quanto de arcaico parece ser.
Com informações do livro SCIENCE A.S.A.P
O Governo do Estado do Ceará, adotou uma medida ilógica em relação aos sites dos órgãos do Estado. Enquanto a internet cada vez mais tenta facilitar a vida do usuário, os gestores da cúpula passam por cima dessa simples premissa e impõe regras absurdas ao internauta. Pra quê simplificar se eu posso complicar?
Todos os órgãos públicos estaduais do Ceará foram obrigados a implantar um script em suas páginas que redireciona o usuário para o site principal da administração pública, o “Portal do Governo“, caso ele tente ir direto aonde quer, ou seja, você quer ir ao site do Detran consultar sua placa ou ao da UECE ver o resultado do vestibular, digita o endereço detran.ce.gov.br ou uece.br mas para sua surpresa é encaminhado para o www.ceara.gov.br o site do governo e lá dentre as muitas propagandas e notícias da administração estadual, terá que se virar para achar o link de onde quer realmente chegar. Após a árdua tarefa adivinha para qual endereço você será encaminhado? Exatamente. Para o que você digitou inicialmente detran.ce.gov.br ou uece.br. O porquê desse absurdo? Só tem uma resposta lógica: O Portal quer visibilidade. O que vem a cabeça? Não tem notoriedade, quer visitas forçadas. Há outras teorias que filosofei, como: Querem controlar os acessos, contar os órgãos mais visitados, centralizar tudo em apenas um domínio, etc. Não, todas esbarram na falta de usabilidade e as soluções poderiam ser muito bem feitas sem amarrar o usuário, então há apenas uma resposta como disse acima: Querem ser vistos e têm o poder. Então quem quer ir até um orgão vai ter que pagar esse pedágio.
Cadê a usabilidade?
Será que não levaram em conta o simples fato de que o Portal do Governo, que tem sim seus fiéis visitantes, agora se transformará num velho e chato banner, aquele mesmo que atrapalha a vida do internauta desde 1900 e bolinha.
Forçar um arrodeio ao usuário além de tudo é desrespeito. Tantas soluções melhores, entre elas até a famosa barra superior do comando central, tão usada no Governo Federal e outros sites de grandes corporações, é menos abusiva.
Talvez o idealizador dessa proeza chegue com o relatório de visitas no final do mês para o Governador e ele abra aquele sorriso, mas duvido que leve também o relatório de permanência e tempo dos visitantes no Portal.
O gráfico abaixo mostra a alavancada no tráfego do Portal depois da medida:

Divulgo pouco aqui os ataques de engenharia social que recebo diariamente no meu e-mail pois nem vale a pena de tão obvios que são, apesar de contactar essa semana que realmente existem antas suficientes para sair clicando em tudo que aparece na sua caixa de mensagens, no meu trabalho ínumeras vezes já me chamaram pra perguntar: “- Porque esse arquivo que baixei não abre?” [xuxapelada.exe]
É de lascar! Mas vamos ao que interessa, o spam bichado que recebi essa semana é o da imagem abaixo, que se aproveita de uma causa de comoção nacional mas com uma suposta nova notícia do caso, uma ótima falsa notícia aliás(me perdoem os bons de coração).

Como viram, ele brada a morte do Lindemberg Alves, bem escrito e enviado de um suposto e-mail .gov ele pede que para mais informações sobre o bombástico acontecimento “clique aqui”. Ainda é assinado pelo Revista Editorial Online, Rá! O link, óbvio, te leva a um arquivo executável do tipo .scr um cavalo-de-tróia desses da vida. É isso, fica a dica!
PS.: Esse o pessoal do meu trabalho vai cair geral, tomara que eles leiam esse post antes de receber o ataque, o que é altamente improvável ;)
Durante a Segunda Guerra Mundial, o matemático britânico Alan Turing fez parte de uma equipe dedicada a decifrar o principal código militar alemão, o chamado código Enigma. Para decifrá-lo, Turing usou, em parte, um conceito que criara pouco antes da guerra, em 1936. Chamava-se “máquina de Turing”, mas não era nada mecânico nem elétrico. Em vez disso, era uma “experiência de pensamento”, um modelo idealizado. Turing imaginou uma máquina que consistia em um tira infinita de papel na qual um tipo de “cabeça de gravação” podia ler e escrever informações. A cabeça tinha um mecanismo de controle passível de modificações que podia armazenar ordens de um conjunto finito de instruções – ou seja, um “programa”. Segundo a concepção de Turing, a tira era dividida em quadrados, cada um dos quais estava vazio ou trazia um dos símbolos de um conjunto finito. A cabeça de gravação podia mover-se até um dos quadrados e lê-lo, escrever nele ou apagá-lo, e no mesmo instante mudar de um “estado interno” a outro, dependendo do estado interno da máquina e das condições do quadrado sob exame num momento dado. Quando a máquina interrompia o processo de examinar, escrever e apagar, o resultado seria a solução à pergunta matemática que tinha lhe sido apresentada.
A tecnologia para concretizar uma versão prática da máquina de Turing não existia em 1936, mas Turing deixou instruções para isso quando se tornasse disponível. o que ele fez foi tão somente delinear a base teórica da informática.

Representação artística de uma máquina de Turing
Não é difícil simular uma máquina de Turing num computador moderno (exceptuando pela quantidade de memória limitada existente nos computadores actuais).
É também possível construir uma máquina de Turing com base puramente mecânica. O matemático Karl Scherer construiu essa máquina em 1986 usando conjuntos de contrução de metal, plástico e alguma madeira. A máquina, com 1,5 m de altura, usa puxões de fios para ler, movimentar e escrever informação, a qual é, por sua vez, representada por rolamentos.
A máquina encontra-se atualmente em exibição na entrada do Departamento de Ciência de Computadores da Universidade de Heidelberg, na Alemanha.
É também possível, usando algumas centenas de espelhos, construir uma máquina de Turing óptica na sua própria casa usando o mapa da ferradura de Smale. Este é baseado num trabalho do matemático estado-unidense Stephen Smale.
Fontes: Livro Ciência a Jato, de Alan Axelrod, e Wikipédia
Agora sim, dia 16 de janeiro, começou meu ano novo.
É que meu ano só começa depois do meu aniversário, que foi ontem. Então meu povo, feliz ano novo, minhas “férias” acabaram e novas postagens, do balzaquiano aqui =P, virão finalmente.
Aquele abraço!

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