Che GUEVARA

Citações, Mundo, Política

A reportagem de capa da Veja dessa semana fala do homem que virou mito Che Guevara. Na verdade ela tenta desmitificá-lo. Aqui algumas partes da matéria:

Há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa

“Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto.” Há quarenta anos, no dia 8 de outubro de 1967, essa frase foi gritada por um guerrilheiro maltrapilho e sujo metido em uma grota nos confins da Bolívia. Nunca mais foi lembrada. Seu esquecimento deve-se ao fato de que o pedido de misericórdia, o apelo desesperado pela própria vida e o reconhecimento sem disfarce da derrota não combinam com a aura mitológica criada em torno de tudo o que se refere à vida e à morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, argentino de Rosário, o Che, que antes, para os companheiros, era apenas “el chancho”, o porco, porque não gostava de banho e “tinha cheiro de rim fervido”.

Diogo Schelp e Duda Teixeira

imagem Che
Che em Caballete de Casas, em Cuba, em 1958.

Essa é a realidade esquecida. No mito, sempre lembrado, ecoam as palavras ditas ao tenente boliviano Mário Terán, encarregado de sua execução, e que parecia hesitar em apertar o gatilho: “Você vai matar um homem”. Essas, sim, servem de corolário perfeito a um guerreiro disposto ao sacrifício em nome de ideais que valem mais que a própria vida. Ambas as frases foram relatadas por várias testemunhas e meticulosamente anotadas pelo capitão Gary Prado Salmón, do Exército boliviano, responsável pela captura de Che. Provenientes das mesmas fontes, merecem, portanto, idêntica credibilidade. O esquecimento de uma frase e a perpetuação da outra resumem o sucesso da máquina de propaganda marxista na elaboração de seu maior e até então intocado mito. Che tem um apelo que beira a lenda entre os jovens dos cinco continentes. Como homem de carne e osso, com suas fraquezas, sua maníaca necessidade de matar pessoas, sua crença inabalável na violência política e a busca incessante da morte gloriosa, foi um ser desprezível. “Ele era adepto do totalitarismo até o último pêlo do corpo”, escreveu sobre ele o jornalista francês Régis Debray, que por alguns meses conviveu com Che na Bolívia.

VEJA conversou com historiadores, biógrafos, antigos companheiros de Che na guerrilha e no governo cubano na tentativa de entender como o rosto de um apologista da violência, voluntarioso e autoritário, foi parar no biquíni de Gisele Bündchen, no braço de Maradona, na barriga de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas. Seu retrato clássico – feito pelo fotógrafo cubano Alberto Korda em 1960 – é a fotografia mais reproduzida de todos os tempos. O mito é particularmente enganoso por se sustentar no avesso do que o homem foi, pensou e realizou durante sua existência. Incapaz de compreender a vida em uma sociedade aberta e sempre disposto a eliminar a tiros os adversários – mesmo os que vestiam a mesma farda que ele –, Che é, paradoxalmente, visto como um símbolo da luta pela liberdade. Guevara é responsável direto pela morte de 49 jovens inexperientes recrutas que faziam o serviço militar obrigatório na Bolívia. Eles foram mobilizados para defender a soberania de sua pátria e expulsar os invasores cubanos, sob cujo fogo pereceram. Tendo ajudado a estabelecer um sistema de penúria em Cuba, Che agora é apresentado como um símbolo de justiça social. Politicamente dogmático, aferrado com unhas e dentes à rigidez do marxismo-leninismo em sua vertente mais totalitária, passa por livre-pensador.

Como o jovem aventureiro que excursionou de motocicleta pelas Américas se tornou um assassino cruel e maníaco? O jornalista americano Jon Lee Anderson, autor da mais completa biografia de Che, escreveu que ele era um fatalista – e esse fatalismo aguçou-se depois que se juntou aos guerrilheiros cubanos. “Para ele, a realidade era apenas uma questão de preto e branco. Despertava toda manhã com a perspectiva de matar ou morrer pela causa”, afirma Anderson.

Ernesto Guevara Lynch de la Serna nasceu em 14 de maio de 1928, em uma família de esquerdistas ricos na Argentina. Sofreu de asma a vida inteira. Antes de se formar em medicina, profissão que nunca exerceu de fato, viajou pela América do Sul durante oito meses. Depois de terminada a faculdade, saiu da Argentina para nunca mais voltar. Encontrou-se com Fidel Castro no México, em 1955, onde aprendeu técnicas de guerrilha. No ano seguinte, participou do desembarque em Cuba do pequeno contingente de revolucionários. Depois de dois anos de combates na Sierra Maestra, Fidel tomou o poder em Havana. Che ocupou-se primeiro dos fuzilamentos e, depois, da economia, assunto do qual nada entendia. José Illan, que foi vice-ministro de Finanças antes de fugir de Cuba, contou a VEJA que o argentino “desprezava os técnicos e tratava a nós, os jovens cubanos, com prepotência”. No comando do Banco Central e depois do Ministério da Indústria, Che começou a nacionalizar a indústria e foi o principal defensor do controle estatal das fábricas. “Che era um utópico que acreditava que as coisas podiam ser feitas usando-se apenas a força de vontade”, diz o historiador Pedro Corzo, do Instituto da Memória Histórica Cubana, em Miami. Como resultado de sua “força de vontade”, a produção agrícola caiu pela metade e a indústria açucareira, o principal produto de exportação de Cuba, entrou em colapso. Em 1963, em estado de penúria, a ilha passou a viver da mesada enviada pela então União Soviética.

Se houve um ganhador da Guerra Fria, foi Che Guevara. Ele morreu e foi santificado antes que seu narcisismo suicida e os crimes que decorreram dele pudessem ser julgados com distanciamento, sob uma luz mais civilizada, que faria aflorar sua brutalidade com nitidez. Pobre Fidel Castro. Enquanto Che foi cristalizado na foto hipnótica de Alberto Korda, ele próprio, o supremo comandante, aparece cada dia mais roto, macilento, caduco, enquanto se desmancha lentamente dentro de um ridículo agasalho esportivo diante das lentes das câmeras da televisão estatal cubana. O método de luta política que Guevara adotou já era errado em seu tempo. No rastro de suas concepções de revolução pela revolução, a América Latina foi lançada em um banho de sangue e uma onda de destruição ainda não inteiramente avaliada e, pior, não totalmente assentada. O mito em torno de Che constitui-se numa muralha que impediu até agora a correta observação de alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas. Está passando da hora de essa muralha cair.

Imagem do Guerrilheiro
“Estou na selva cubana, vivo e sedento de sangue.”
Carta à esposa, Hilda Gadea, em janeiro de 1957

“A ordem de execução veio pelo rádio”

Imagem Che capturadoimagem do agente da CIA Felix Rodríguez
Maltrapilho e sujo, Guevara posa com os soldados que o capturaram na vila de La Higuera, onde seria morto. A seu lado, assinalado, está o agente da CIA Felix Rodríguez. À direita, Felix hoje, em Miami.

Felix Rodríguez foi uma das últimas pessoas a conversar com Che Guevara. Mais do que isso, foi ele quem recebeu e transmitiu a ordem para que o guerrilheiro fosse executado. Cubano exilado nos Estados Unidos, ele era o operador de rádio enviado à Bolívia pela CIA para auxiliar na caçada e, também, para ajudar a identificar Guevara. Veterano da fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961, Rodríguez vive hoje em Miami, aos 66 anos. Ele falou ao repórter Duda Teixeira.

COMO CHEGOU A ORDEM PARA MATAR CHE?
As instruções que recebi nos Estados Unidos eram para poupar sua vida. A CIA sabia da divergência de idéias entre Che e Fidel e acreditava que, a longo prazo, ele poderia cooperar com a agência. A ordem para sua execução veio por rádio, de uma alta autoridade boliviana. Era uma mensagem em código: “500, 600″. O primeiro número, 500, significava Guevara. O segundo, que ele deveria ser morto. Tentei em vão convencer os militares bolivianos a permitir que ele fosse levado para ser interrogado no Panamá. Eles negaram meu pedido e me deram um prazo. Eu deveria entregar o corpo de Guevara até as 2 horas da tarde. Perto das 11h30, uma senhora aproximou-se de mim e perguntou quando iríamos matá-lo, pois ouvira no rádio que Che havia morrido em combate. Naquele momento compreendi que a decisão de executá-lo era irrevogável.

COMO FOI SUA ÚLTIMA CONVERSA COM ELE?
Fui até o local de seu cativeiro e disse a ele que lamentava, mas eram ordens superiores. Che ficou branco como um papel. “É melhor assim. Eu nunca deveria ter sido capturado vivo”, falou. Tirou o cachimbo da boca e me pediu para que o desse a um dos soldados. Ofereci-me para transmitir mensagens à sua família. “Diga a Fidel que esse fracasso não significa o fim da revolução, que logo ela triunfará em alguma parte da América Latina”, ele falou em tom sarcástico. Aí lembrou da esposa. “Diga a minha senhora que se case outra vez e trate de ser feliz.” Foram suas últimas palavras. Apertou a minha mão e me deu um abraço, como se pensasse que eu seria o carrasco. Saí dali e avisei a um tenente armado com uma carabina M2, automática, que a ordem já tinha sido dada. Recomendei a ele que atirasse da barba para baixo, porque se supunha que Che havia morrido em combate. Eram 13h10 quando escutei o barulho de tiros. Che Guevara tinha sido morto.

COMO FOI O SEU PRIMEIRO CONTATO COM CHE GUEVARA?
Cheguei a La Higuera de helicóptero em 9 de outubro, um dia depois da captura de Che Guevara. Eu o encontrei com os pés e as mãos amarrados, ao lado dos corpos de dois cubanos. Sangrava de uma ferida na perna. Era um homem totalmente arrasado. Parecia um mendigo.

COMO FORAM SUAS CONVERSAS COM CHE?
Nós nos tratamos com respeito. Eu o chamava de comandante. Falamos de Cuba e de outras coisas, mas ele permanecia calado quando as perguntas eram de interesse estratégico. Houve momentos em que não consegui prestar atenção ao que ele dizia. Ao olhar aquele homem derrotado, vinha-me à mente sua imagem no passado, sempre altiva e arrogante.

COMO FORAM AS RELAÇÕES DE CHE COM A POPULAÇÃO NA BOLÍVIA?
Para sobreviver, é essencial que uma força guerrilheira conte com o apoio da população local. A aventura de Che na Bolívia foi um caso único em que uma guerrilha não conseguiu recrutar um único morador da área onde atuou. Só um agricultor ganhou a confiança dos guerrilheiros, e mesmo esse acabou por passar informações que permitiram ao Exército armar uma emboscada. Os poucos bolivianos que participaram da guerrilha eram dissidentes do Partido Comunista. Nenhum camponês.

POR QUE O SENHOR FOI ENVIADO À BOLÍVIA?
O Exército boliviano estava totalmente despreparado para enfrentar uma guerrilha. A maior parte dos soldados trabalhava na construção de estradas e provavelmente jamais dera um tiro de fuzil. Nos primeiros embates, os guerrilheiros aprisionavam os soldados, tiravam suas roupas e os soltavam. Foi então que o governo boliviano pediu ajuda aos Estados Unidos.

Bem, se você quer ler a matéria completa, vai aqui na Veja.
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Queria ver a Veja desmitificar o “REI” Pelé. Argh! Cof-cof!

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GP Infernal do Japão

Games, Mundo

Numa prova marcada pela chuva e alguns acidentes, o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, venceu na madrugada deste domingo o GP do Japão. Assim, o piloto abriu 12 pontos na liderança da temporada 2007 da Fórmula 1.

Imagem GP do Japão

Hamilton soma agora 107 pontos, contra 95 do espanhol Fernando Alonso, que abandonou a prova ao sofrer um acidente na 41ª volta da prova disputada no circuito de Monte Fuji. O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, classificou o GP do Japão como “infernal”, devido às chuvas e aos acidentes.

Heikki Kovalainen, da Renault, obteve a segunda colocação. Kimi Raikkonen, da Ferrari, completou o pódio. Felipe Massa terminou em sexto lugar, após uma ótima briga com Robert Kubica na última volta.

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Chapolin Colorado

Diarinho, Mundo

Sou um bobo mesmo, fico aqui rindo dessas comédias.
Aperta o play e escuta.

Sigam-me os bons!!!

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260 milhões em ação…

Brasil

A Síntese de Indicadores Sociais, divulgada hoje pelo IBGE, revela que, em 2050, a população brasileira será de quase 260 milhões de pessoas, um aumento de 38,8% em 44 anos. Ao mesmo tempo em que a taxa de filhos por casal diminui, a população envelhece. A pesquisa estima que idosos com mais de 70 anos serão 13,2% da população. Atualmente, essa relação é de 4,6%. O envelhecimento da população é atribuído ao aumento da expectativa de vida, principalmente devido aos avanços da medicina e à ampliação dos serviços de saúde. Em 2006, a esperança média de vida ao nascer era de 72,4 anos, três anos e meio a mais do que em 1996. Especialistas alertam que o envelhecimento da população já é uma realidade e que é preciso adaptar a Previdência Social para não prejudicar as contas do governo.

Olha só como a coisa mudou. Para relembrar:

Ao vencer o tri-campeonato mundial de futebol de junho 1970, no México, o Brasil assistiu a uma das maiores campanhas publicitárias de massa de sua história.

O presidente da ARENA mandou baixar uma determinação aos candidatos do partido para que utilizassem como base de campanha eleitoral o êxito do futebol brasileiro na Copa do Mundo, além de outras vitórias em todas as demais áreas do esporte. Foi aconselhada a associação das grandes realizações de governos anteriores às esportivas.

Em função da publicidade institucional da ditadura, surgiu então o hino “Pra Frente Brasil”, usado até hoje, com pequenas variações (quando fala da população):

“Noventa Milhões em Ação
Pra Frente Brasil
Do Meu Coração

Todos juntos vamos
Pra Frente Brasil
Salve a Seleção!

De repente é aquela corrente pra frente
Parece que todo Brasil deu a mão
Todos ligados na mesma emoção
Tudo é um só coração

Todos juntos vamos
Pra frente Brasil! Brasil!
Salve a seleção!”

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Grito da Torcida Vascaína

Diarinho, Musica

Ah que eu ainda vou em São Januário participar disso. Ah se vou!

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Parabéns

Diarinho

Imagem Google 9 anos
Hoje é aniversário do Google. Parabéns meu querido, você é dez!

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Noivo viciado em computador

Diarinho, Imagens

A Lindona disse que achou a nossa cara.

imagem noivo viciado em computador
Vou nem mentir, gostei pra caramba =)
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ValFun de volta

Aqui no Ceará, Citações, Diarinho

imagem do blog da val

A super Val Pinheiro está de volta no Mais do Mesmo.

Vale a pena conferir!

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Curso de Java

Aqui no Ceará, Tecnologia

O Instituto Atlântico firmou parceria com a Faculdade Grande Fortaleza (FGF) para a realização do Curso de Programação Java, que será lançado nesta terça-feira, 25, às 8:00 horas, no Salão Blue Night do Hotel Gran Marquise Meliá.

O curso atenderá inicialmente a 200 alunos e será realizado em 13 meses, com carga horária de 800 horas, sendo 680h presenciais e 120h à distância. A idéia é formar profissionais para suprir a demanda de mão-de-obra para o mercado offshore.

Fonte: InfoBrasil 2008

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Mário “Ramos”

Diarinho

Um dos males de ser peludo é quando se vai fazer um eletrocardiograma, o famoso Eletro.

Você entende que vai dar trabalho quando tira a camisa e vê a cara de descontentamento da pessoa que vai operar o aparelho.

Imagem enfermeira admirada

Outra coisa ruim é quando se vai usar um Holter monitorando seus batimentos cardíacos por 24hs, ai não tem jeito, tem que depilar os pêlos no local dos eletrodos. A cara da dita-cuja muda no dia desse exame.

Imagem Enfermeia Sadica

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